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Leia mais...Os argentinos vão às urnas neste domingo (22) para renovar metade da Câmara dos Deputados e um terço do Senado. As eleições legislativas são consideradas um termômetro para medir a popularidade do presidente Mauricio Macri que, em dezembro, completa metade de seu mandato, e da ex-presidente Cristina Kirchner, sua antecessora e principal rival politica.

Segundo as pesquisas de opinião, a frente Cambiemos (Mudemos) de Macri - que desde 2015 governa o país com minoria no Congresso – não conseguirá maioria parlamentar. Ainda assim, se as previsões forem confirmadas, ele deve aumentar sua base de apoio e suas chances de disputar a reeleição em 2019.

Mas Macri também terá que enfrentar uma oposição forte. Tudo indica que, apesar de estar sendo processada pela Justiça por corrupção e “traição à pátria”, Cristina Kirchner será eleita senadora pela Unidad Ciudadana (Unidade Cidadã), uma dissidência do Partido Justicialista (Peronista) que ela transformou em partido para se candidatar.

Até quinta-feira (19) o palco de disputa eleitoral entre macristas e cristinistas era a província de Buenos Aires, que representa 37% do eleitorado. Mas a descoberta de um corpo, num rio da Patagônia argentina, antecipou o fim da campanha eleitoral.  Governistas e opositores suspenderam os comícios, enquanto o país aguardava para saber se o afogado era Santiago Maldonado, um artesão de 28 anos, desaparecido há oitenta dias. Segundo testemunhas, ele foi visto, pela ultima vez, sendo arrastado pela Polícia Militar, que reprimiu um protesto dos índios Mapuche.

Durante quase três meses, a família do artesão, movimentos sociais de esquerda e organizações de Direitos Humanos realizaram manifestações e campanhas pelas redes sociais, cobrando do governo a “aparição com vida” de Santiago Maldonado, que passaram a chamar de “desaparecido da democracia” argentina.

Na Argentina, onde a população até hoje exige Justiça pelos 30 mil desaparecidos da ditadura (1976-1983), o caso ganhou dimensão nacional e internacional, colocando o governo na defensiva. Até mesmo o líder da banda U-2, Bono, perguntou por Santiago Maldonado, em um encontro com o presidente Macri, após show da banda na Argentina. “Falamos de Santiago Maldonado e senti que o presidente esta levando o caso a sério. Como membro da [organização de Direitos Humanos] Anistia Internacional fiquei muito contente”, disse Bono.

No sábado (21), véspera da eleição, o corpo achado boiando no Rio Chubut foi identificado como sendo de Santiago Maldonado. Segundo os peritos, que realizaram a autopsia em Buenos Aires, não hé sinais de golpes ou ferimentos e ele pode ter morrido afogado. Mas a família divulgou um comunicado afirmando que considera a Gendarmeria (Polícia Militar de fronteira) “responsável por sua morte” e prometendo “continuar investigando".

Da Agência Brasil

Leia mais...O Congresso do Peru aprovou, na quinta-feira, um projeto de lei que autoriza "o uso medicinal e terapêutico do cannabis (maconha) e seus derivados" no país. Informação da EFE.

A proposta recebeu 67 votos a favor, cinco em contra e três abstenções do pleno legislativo, que imediatamente aprovou a isenção da segunda votação ordenada por lei, portanto estava pronta para a promulgação do Executivo.

A lei legaliza o uso medicinal da maconha e seus derivados, como o óleo de cannabis, para aliviar os sintomas de doenças como o câncer, epilepsia e parkinson.

O legislador governista Alberto de Belaunde, que foi o promotor da proposta, informou que, uma vez promulgada a lei, o Governo terá 60 dias para elaborar suas regras.

A proposta foi apoiada pelo congressista Ricardo Narváez, presidente da Comissão de Saúde do Congresso, que na semana passada já tinha aprovado a decisão.

"Para nós é uma grande satisfação; é uma lei que vai revolucionar, em um país com muitos preconceitos e medos, acredito que seja uma boa mensagem", disse Narváez.

Ele acrescentou que foi autorizada a importação, produção e pesquisa no país sobre o uso medicinal da maconha e que, para a questão da produção, que considerou "a mais polêmica", o Executivo terá que estabelecer o regulamento.

O parlamentar Javier Velásquez, presidente da Comissão de Defesa, que também aprovou o projeto no mês passado, informou que em uma primeira etapa, o cultivo e a produção da maconha deverá ser autorizado por instituições do Estado como o Instituto Nacional de Saúde.

A norma nasceu de uma proposta do Governo, que se comprometeu a elaborar um projeto para descriminalizar o uso medicinal da maconha, depois de uma polêmica criada quando a Polícia Nacional invadiu um laboratório clandestino, em fevereiro, onde era fabricado óleo de maconha para crianças doentes.

Alberto de Belaunde anunciou que na lei aprovada seria incorporada uma disposição sobre a responsabilidade penal, para que os pais que estavam sendo investigados pela Promotoria por suposto tráfico de drogas fiquem livres dessas acusações.

A legalização do uso medicinal da maconha no Peru era uma demanda antiga da associação Buscando Esperança, um grupo de pais que até agora tinham que importar a altos preços os óleos de cannabis para tratar as doenças de seus filhos.

Da Agência Brasil via EFE

Leia mais...O Federal Bureau of Investigation (FBI), a Polícia Federal dos Estados Unidos, anunciou nessa quinta-feira (19) ter resgatado 84 menores e prendido 120 pessoas durante a operação Cross Country (Cruzando o País, em tradução livre) – uma força tarefa realizada há 11 anos voltada para combater o tráfico de menores e a exploração sexual infantil.

Segundo um comunicado divulgado pelo FBI, a operação deste ano contou com a participação de agências estaduais e regionais, bem como de parceiros internacionais, entre eles, o Canadá, o Reino Unidos, Camboja, Filipinas e Tailândia.

“Nós, do FBI não temos missão maior do que  esta de  proteger as crianças que estejam em perigo". Infelizmente, o número de traficantes presos e o número de crianças recuperadas, reforça que é necessário continuar a trabalhar nesta importante missão", disse o diretor da instituição, Christopher Wray.

Ele acrescentou, durante uma entrevista coletiva, que a operação é mais que retirar os traficantes das ruas: "É ter certeza de que oferecemos ajuda e uma saída para as vítimas que se encontravam presas a um ciclo  vicioso de abuso".

Na ação, os agentes do FBI atuaram durante três dias (entre 12 e 15 de outubro), em motéis, hotéis, cassinos, estacionamentos de caminhões e em "esquinas", mapeadas como pontos de tráfico e prostituição infantil. Uma parte da operação também rastreou sites de exploração sexual infantil na internet.

Segundo o FBI, a vítima mais jovem resgatada foi um bebê de 3 meses, mas a idade média das crianças resgatadas é de 15 anos.

Os menores resgatados vão receber assistência do governo e proteção do Estado. Os casos serão avaliados por uma equipe multidisciplinar e as crianças e adolescentes vão receber atenção médica, social e psicológica.

A Cross Country começou a ser realizada pelo FBI em 2003 e segundo a agência já resgatou 6,5 mil crianças e adolescentes vítimas de exploração sexual e tráfico humano.

Da Agência Brasil

Leia mais...Estudar e ter acesso a novas culturas em outro país é uma oportunidade que todo estudante quer. O intercâmbio é a melhor opção para quem quer realizar este sonho.

Junto com os estudos, vem um novo idioma, novos amigos e experiências. O diretor da agência de intercâmbio World Study, Luiz Gustavo Correia de Souza, concedeu entrevista exclusiva no quadro Mala Pronta desta quinta-feira (19), no programa Cidadania em Destaque.

“O intercâmbio é uma opção para desenvolver tanto a parte acadêmica, seja para estudar um idioma ou outro tipo de curso, quanto para ter férias diferentes, em um lugar único e, de quebra, aprender uma nova língua. Há a parte de turismo e a acadêmica”, argumenta.

Ouça a entrevista na íntegra

Segundo pesquisa divulgada em agosto pela Associação das Agências de Intercâmbio (Belta), o principal objetivo dos brasileiros que buscam uma experiência internacional é desenvolver a proficiência em um idioma estrangeiro.

Ainda de acordo com a pesquisa, os cursos de idioma correspondem a quase 40% dos programas comercializados no ano de 2017. Sobre o idioma, 88% dos entrevistados declararam buscar por educação ou formação em língua inglesa. Em contraste, apenas 6% dos estudantes escolheram o segundo idioma da lista, o espanhol.

Luiz Gustavo Correia de Souza explica que atualmente as modalidades de intercâmbio são diferentes em relação às primeiras experiências.

“Tornou-se uma espécie de commodity. A World Study possui uma parceria atualmente com mais de 400 instituições de ensino e mais de 80 países. Além de ter uma gama de opções muito grande, que antigamente era uma ou duas opções, você mandava o seu filho e vinha outro, hoje há muitas opções em diversos países e de vários tipos de programa”, relata.

Países da América do Norte e da Oceania tem chamado mais a atenção de quem procura por uma experiência como intercambista, além da qualidade de vida e renda das federações.

“Cerca de 35 a 40% tem focado no Canadá. A segunda opção é a Austrália, em torno de 30%. Dois fatores que ajudam esses dois países é o câmbio, mais valorizado em relação ao dólar, e a libra e o euro. Além disso são países mais modernos, atrativos. Na Austrália, por exemplo, como estudante é possível ter uma permissão de trabalho que ajuda a se bancar enquanto está lá”, explica.

De acordo com as estimativas da pesquisa, o setor movimentou US$ 2,2 bilhões em 2016, com um investimento médio de US$ 8 mil por cliente.

Saiba quais são os países mais procurados pelos intercambistas

País

Até 18 anos

18-22 anos

23-35 anos

36+ anos

Total

Canadá

11%

17%

66%

6%

37%

Austrália

5%

18%

67%

9%

28%

Irlanda

5%

26%

65%

4%

14%

Estados Unidos

15%

28%

44%

13%

9%

Inglaterra

20%

20%

49%

12%

5%

Nova Zelândia

14%

16%

60%

10%

3%

Malta

0%

25%

54%

21%

3%

África do Sul

4%

24%

64%

9%

2%

França

24%

37%

37%

1%

1%

Alemanha

7%

58%

35%

0%

1%

Leia mais...O corpo de um homem, resgatado em um rio da Patagônia, interrompeu a campanha politica na Argentina, faltando quatro dias para as eleições legislativas de domingo (22). Os candidatos, tanto do governo, quanto da oposição, suspenderam os últimos atos, previstos para quinta-feira (19), à espera da necrópsia que vai determinar se o morto é Santiago Maldonado – um artesão de 28 anos. Ele foi visto pela última vez há 79 dias, num protesto dos índios mapuches no sul do país, que foi reprimido pela gendarmeria (a polícia militar argentina).

“O caso Maldonado tem uma forte conotação politica, porque ele desapareceu há quase três meses,  num episódio envolvendo as forças de segurança”, explicou à Agência Brasil o analista politico Roberto Bacman. “Ele é um desaparecido da democracia, num país que ainda não curou as feridas do regime militar”.

Na Argentina, os organismos de direitos humanos até hoje exigem a “devolução com vida dos 30 mil desaparecidos” da ditadura (1976-1983). Muitos deles foram levados a centros clandestinos de tortura e depois jogados de aviões no Rio da Prata, ou enterrados em fossas comuns – sem deixar rastro. O “desaparecimento forçado” passou a ser um crime que não prescreve e cujos responsáveis estão sendo julgados e punidos até hoje, mais de 30 anos após o retorno da democracia.

Santiago Maldonado sumiu no dia 1º de agosto, na província de Chubut, no sul da Argentina, a 80 quilômetros da estação de esqui de Bariloche. Ele participava de um protesto de ativistas indígenas, reclamando terras ancestrais, perto da fronteira com o Chile, adquiridas pela empresa Benetton nos anos 1990. Os manifestantes estavam bloqueando uma estrada e as forças de seguranças foram chamadas para retirá-los e liberar o trânsito. Segundo testemunhas, Maldonado foi visto pela última vez sendo arrastado pelos gendarmes.

Desde então, a família do jovem, movimentos sociais de esquerda e organizações de defesa dos direitos humanos têm feito campanha – nas ruas e nas redes sociais – por Santiago Maldonado. O rosto do jovem, de cabelos longos e barba, está em cartazes espalhados pelo centro de Buenos Aires e em uma página de Facebook, pedindo a “aparição com vida de Santiago Maldonado”.

O caso ganhou relevância nacional e internacional, virando tema da campanha eleitoral em curso, que vai renovar metade da Câmara dos Deputados e um terço do Senado. A eleição é considerada um termômetro para medir o nível de satisfação dos argentinos com a primeira metade de governo do presidente Mauricio Macri. E, também, saber se ele terá suficiente apoio para concluir bem os últimos dois anos de mandato e se candidatar à reeleição.

“Até agora, as pesquisas de opinião indicam que o governo fará uma boa eleição. Tem a seu favor sinais de reativação econômica, após três anos de recessão, e os escândalos de corrupção envolvendo a ex-presidente Cristina Kirchner, que foi indiciada pela Justiça”, disse Bacman. Mas, segundo ele, “o aparecimento de um corpo, que pode ser de Maldonado, sacudiu o cenário politico”.

Candidata opositora ao Senado, Cristina Kirchner participou de uma missa em homenagem a Santiago Maldonado, somando-se às críticas da família sobre a falta de avanços na busca do jovem desaparecido. Na campanha, seus aliados acusaram o governo de proteger as forças de segurança, sem investigar a atuação dos policiais na repressão do protesto indígena.

O governo nega as acusações e diz que fez tudo a seu alcance. A ministra de Segurança, Patricia Bullrich, disse que não iria acusar os policiais por um crime que nem sequer foi provado na Justiça, “por causa da pressão midiática”. Segundo os aliados de Macri, Cristina Kirchner está usando o caso para distrair a atenção dos eleitores dos escândalos de corrupção ocorridos durante seu governo (2007-2015).

Essa semana, o governo ordenou mais uma busca no Rio Chubut, com a ajuda de mergulhadores e cães, próximo do lugar onde Santiago Maldonado desapareceu. Dessa vez encontraram o corpo de um homem, vestido, boiando. No bolso, ele carregava a carteira de identidade do artesão.

O irmão, Sergio Maldonado, e a cunhada, Andrea Antico, viajaram para acompanhar a operação. “Não confiamos em ninguém, porque desde o primeiro momento nos atacaram. Foi duríssimo”, disse Andrea, na quarta-feira (18). A família pediu aos políticos e à imprensa que evitassem especular até a realização de uma necrópsia e de um teste de DNA, para identificar o corpo.

Mas, a quatro dias das eleições legislativas, o noticiário foi dominado por especulações e teorias conspiratórias – inclusive a de que o corpo havia sido “plantado” para encerrar as investigações.

Da Agência Brasil

Leia mais...Os incêndios que assolaram Portugal no último domingo (15) deixaram 41 mortos, mais de 60 feridos e muita revolta. Centenas de pessoas fizeram vigília esta noite diante do Palácio de Belém, residência do presidente da República, e milhares de portugueses devem se juntar às manifestações que estão marcadas para este fim de semana. Além de homenagear as vítimas dos incêndios, a população vai exigir respostas e medidas efetivas do governo. 

A primeira consequência política do descontentamento dos portugueses com a atual gestão se refletiu no pedido de demissão, aceito na manhã de hoje (18), da ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa. 

António Costa, primeiro-ministro do país, também vem recebendo fortes críticas da sociedade, dos políticos e dos meios de comunicação e seu mandato corre riscos. 

Entre as razões da revolta contra Costa está a maneira como o primeiro-ministro reagiu às tragédias e às mortes dos últimos dias. Muitos políticos, inclusive o presidente Marcelo Rebelo de Sousa, criticaram a posição distante e insensível de Costa perante os acontecimentos. Ele também está sendo muito criticado por não fazer pedido de desculpas formal à população pelas falhas de seu governo. 

Está a visível ineficiência do país em lidar com mais uma tragédia, poucos meses após os incêndios em Pedrógão Grande causarem 65 mortes, em junho deste ano. Apesar de relatórios técnicos e de alertas do Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA), Portugal se manteve imóvel diante dos riscos de incêndios. Esta falta de ação preventiva certamente contribuiu para a grandiosidade da tragédia do último fim de semana. 

Neste contexto político extremamente delicado, Costa declarou, na última segunda-feira (16), que não há solução mágica para prevenir novas tragédias e que o país deveria “estar consciente que a situação vai seguramente prolongar-se para os próximos anos”. Neste mesmo dia, Costa afirmou que não demitiria a ministra da Administração Interna e que esta saída era “infantil”. 

A ministra Constança já vinha recebendo muitas críticas, não apenas pelo fracasso das ações de combate aos incêndios, mas também por outras questões de sua pasta, como a imigração.

Demissão da ministra

O pedido de demissão da ministra da Administração Interna foi aceito na manhã de hoje, após carta enviada ao primeiro-ministro em que afirmava já ter pedido afastamento do cargo após a tragédia de Pedrógão Grande. Ela explica que sua permanência foi por lealdade ao governo e por precisar, no momento, resguardar sua integridade profissional e pessoal.

Na tarde de hoje António Costa será recebido no Palácio de Belém pelo presidente, mas não se sabe ainda se já levará um novo nome para a pasta da Administração Interna.

Presidente impaciente

Marcelo Rebelo de Sousa, em discurso ontem (17), mostrou-se impaciente com a falta de respostas efetivas do governo em relação à questão do combate aos incêndios.

A relação de Rebelo de Sousa e Costa, que parecia amena, ficou estremecida. O presidente afirmou, pela primeira vez, que o Parlamento deve decidir se o governo tem ou não condições para continuar.

"Se há, na Assembleia da República, quem questione a atual capacidade do governo para realizar as mudanças inadiáveis e indispensáveis então que, nos termos da Constituição, esperemos que a Assembleia diga soberanamente se quer ou não manter este governo”, disse Rebelo de Sousa, que criticou, ainda, a forma como Costa lidou com a situação dramática dos afetados pelos fogos.

“Olhar para os dramas de pessoas com carne e osso, com a distância das teorias, dos sistemas ou das estruturas, por muito necessário que possa ser, é passar ao lado do fundamental na vida e na política. Quem não perceber a humildade cívica não percebeu nada", disse.

Da Agência Brasil

Leia mais...Os governos do chamado Grupo de Lima, formado por 12 países da América, incluindo o Brasil, divulgaram hoje (17) um comunicado pedindo a realização urgente de uma auditoria independente na eleição da Venezuela, ocorrida no último domingo (15). Segundo o grupo, a auditoria deve ser acompanhada por observadores internacionais especializados e reconhecidos, “a fim de esclarecer a controvérsia gerada sobre os resultados da referida eleição e conhecer o verdadeiro pronunciamento do povo venezuelano”.

Saiba MaisMissão internacional valida resultado de eleições regionais na Venezuela

A nota também aponta que as eleições, para eleger governadores dos estados, foram caracterizadas por diversos obstáculos, atos de intimidação, manipulação e irregularidades, que colocam em questão os resultados do processo.  O Grupo de Lima é formado pelos governos de Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai e Peru.

Após as eleições para eleger governadores na Venezuela, os opositores questionaram os resultados, que indicaram a vitória dos candidatos governistas em 17 dos 23 estados, O governo dos Estados Unidos também questionou a legitimidade das eleições.

Acordo

O Ministério das Relações Exteriores divulgou hoje (17) a realização de um acordo entre os governos do Brasil, da Índia e da África do Sul sobre o Fundo IBAS para o Alívio da Pobreza e da Fome, com objetivo de financiar projetos de cooperação para o benefício de populações de países em desenvolvimento. Segundo o acordo, cada país vai contribuir anualmente com US$ 1 milhão para o fundo.

Da Agência Brasil

Leia mais...Portugal amanheceu hoje sem focos de incêndio. No entanto, somente este ano o número de mortes já passa de 100. Em junho, 65 pessoas morreram na tragédia de Pedrógão Grande. No último domingo, o país registrou mais de 500 focos de incêndio, 37 mortos, 71 feridos e centenas de pessoas desalojadas.

Semana passada, um relatório feito pela Comissão Técnica Independente do parlamento alertava para o perigo iminente. Com o período de seca extrema que afeta quase 90% do país, a previsão de um fim de semana com temperaturas acima dos 30 graus e os ventos fortes causados pela passagem do furacão Ophelia, as 37 mortes registradas nos últimos dias pareciam uma tragédia anunciada.

No documento, os especialistas afirmavam que “os acontecimentos relacionados com os incêndios de Pedrógão Grande e de Góis, dos quais resultaram um enorme conjunto de vítimas mortais, colocaram a problemática da floresta e dos incêndios florestais na ordem do dia”. O texto diz ainda que a situação é “reconhecidamente insuportável e que exige soluções profundas, estruturantes e consensuais”.

Apesar dos alertas, a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) reduziu, no final de setembro deste ano, os meios de prevenção, incluindo o número de postos de vigilância e de bombeiros voluntários e profissionais. A ANPC argumenta que prolongou o período crítico até final de outubro, mas sem os meios totais. Semana passada, pouco dias antes da tragédia, anunciaram que mantinham ativos apenas 72 dos 236 postos de vigilância.

De acordo com especialistas, as autoridades nacionais ignoraram o alto risco de incêndios. António Costa, primeiro-ministro português, muito criticado por alguns setores da sociedade, anunciou que vai reformular o modelo de proteção civil do país. "A nossa responsabilidade é não fingirmos que não olhamos para a realidade", afirmou Costa, ao ressaltar que, depois deste ano, nada poderá ficar como antes.

Em relação ao relatório produzido pela Comissão Técnica Independente, Costa disse que o trabalho científico que foi elaborado tem que ser respeitado e que agora é preciso "concretizar em medidas as conclusões que foram apresentadas".

Sábado que vem (21), haverá uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros para discutir a reforma da Proteção Civil.

Ao que parece, Portugal ainda tem muito a aprender no que diz respeito ao combate aos incêndios. Um modelo a ser seguido é o da Galícia, território espanhol que faz fronteira com o norte do país. A região é pioneira em equipamentos e técnicas de combate e conseguiu reduzir, nos últimos anos, a área queimada para menos de metade.

Segundo o Sistema do Centro de Investigação Comum da Comissão Europeia - EFFIS, apenas em 2017, os incêndios já destruíram mais de 316.100 hectares em Portugal. Quase 54 mil hectares foram queimados só no domingo, o pior dia do ano em número de fogos.

NASA

A Agência Espacial norte-americana Nasa divulgou um mapeamento das zonas com incêndios no mundo. Na imagem, é possível ver como Portugal, Espanha e Brasil têm sido afetados pelos fogos.

Ophelia

O furacão Ophelia, que contribui para o alastramento do fogo em Portugal e na região espanhola da Galícia, também vem afetando outros países. Hoje foram registradas 3 mortes na Irlanda devido à tempestade.

De acordo com o Diário de Notícias, periódico português, as autoridades alertaram para os riscos mortais dos ventos violentos, que atingem os 150 km/h na zona Oeste do país. Escolas foram fechadas e serviços públicos, como transportes, foram suspensos.

O serviço meteorológico irlandês também emitiu um aviso de alerta vermelho, com previsão de ventos “violentos e destrutivos" que poderão levar a inundações".


Da Agência Brasil

Leia mais...Cerca de 37% dos norte-americanos aprovam o governo de Donald Trump de acordo com pesquisa divulgada nesta terça-feira (17) pela CNN-SSRS. O índice de aprovação é o mesmo do mês passado. A reprovação foi de 57%, também a mesma registrada em setembro. O número de norte-americanos otimistas, no entanto, caiu. Em agosto 53% dos entrevistados disseram que "as coisas estavam indo bem", percentual que caiu para 46% .

Sobre as políticas polêmicas que Trump quer implementar – reforma tributária, extinção do Obamacare e plano imigratório –, os dados revelam que quatro em cada dez entrevistados acreditam que essas políticas serão positivas para o país. Por outro lado, 56% dizem que as mudanças vão conduzir o país na direção "errada".

A relação política do presidente dos Estados Unidos com o Congresso é vista de forma negativa no universo global – que inclui entrevistados republicanos, democratas e de outras tendências políticas. Em geral, 32% aprovam a maneira com a qual Trump se relaciona com os parlamentares, sobretudo com a base republicana, enquanto 54% desaprovam.

Entre os eleitores que se declaram republicanos, 68% disseram aprovar a forma com que Trump lida com os congressistas do partido. Além disso, 63% dos entrevistados dentro deste grupo dizem acreditar mais no presidente que nos parlamentares republicanos e 29% dizem confiar mais nos deputados e senadores que no presidente.

Temas específicos

No cenário geral de eleitores,  47% disseram confiar mais no partido republicano que em Trump, para lidar com as questões enfrentadas pelo país.  Na sondagem por temas específicos, os números variam conforme a polêmica das opinões do presidente. Para questões de meio-ambiente, Trump tem 32% de aprovação dos norte-americanos.

A maior queda de aprovação é entre jovens americanos e adultos menores de 45 anos. Somente 24% aprovam a maneira com a qual Trump lida com as mudanças climáticas. Há seis meses, a aprovação deste público para o tema era de 40%.

Outra mudança observada foi com relação à forma com que Trump lida com desastres naturais, como furacões. Em setembro, pouco tempo depois do Harvey no Texas, a aprovação era de 64%, mas agora caiu 20 pontos percentuais, chegando a 44%.

A condução da crise humanitária em Porto Rico por Trump, acusado pelo governo local de não ter atendido de maneira rápida às vítimas do Furacão Maria contribuiu para esta queda.

A pesquisa ouviu 1.010 adultos entre os dias 12 e 15 de outubro. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Da Agência Brasil

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