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Fachada da Embaixada dos EUA em Havana, Cuba (Foto: Agência Lusa/EPA/Ernesto Mastrascusa/Arquivo)
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O "ataque sônico" sofrido há alguns meses por vários diplomatas americanos e canadenses em Cuba pode ter provocado danos cerebrais nos mesmos, informou nesta quarta-feira (23) a emissora de TV americana CBS, que disse ter tido acesso relatórios médicos do caso. A informação é da EFE.

Um médico americano que avaliou os diplomatas dois dos países diagnosticou "doenças graves como lesão cerebral traumática, com provável dano ao sistema nervoso central", indicou a emissora.Os diplomatas afirmaram que sentiram sintomas como náuseas, perda de audição, dores de cabeça e problemas de equilíbrio.

O FBI [Polícia Federal dos EUA] e o governo de Cuba estão investigando os incidentes ocorridos em Havana. Segundo o Departamento de Estado dos Estados Unidos, os ataques teriam ocorrido no final de 2016. As emissoras CBS e CNN, no entanto, dizem que eles seguiram ocorrendo neste ano.

O governo dos EUA não detalhou a natureza das agressões, nem quis confirmar as informações da imprensa que indicam que os diplomatas foram vítimas de um "ataque acústico". A CNNinformou nesta segunda-feira que mais de dez diplomatas americanos e seus familiares foram afetados pelo problema. Além disso, estão entre as vítimas cinco funcionários que trabalhavam na embaixada do Canadá na capital cubana.

Segundo a CNN, dois diplomatas que foram tratados nos EUA "sofreram danos de longo prazo, incluindo a perda auditiva como resultado dos ataques, e não puderam voltar a Cuba". Outros decidiram deixar os cargos na ilha pelo ocorrido.

Arma sônica

"Em alguns dos ataques, uma sofisticada arma sônica que operava fora da categoria de sons audíveis foi ativada dentro e fora das residências de diplomatas americanos que viviam em Havana e provocou sensações físicas imediatas", indicou a CNN.

Outros ataques geravam um ruído alto e ensurdecedor, similar a um zumbido de um inseto ou a um metal arranhando o solo, mas as vítimas não conseguiam identificar a fonte do som.

O governo de Cuba afirmou este mês que, após ter sido informado em fevereiro sobre os incidentes, iniciou uma "investigação cansativa, prioritária e urgente", reforçando também as medidas de segurança dos funcionários da embaixada americana na ilha.

Apesar de os EUA não culparem, por enquanto, Cuba de realizar os ataques, o Departamento de Estado decidiu expulsar dois diplomatas cubanos da embaixada do país em Washington por considerar que Havana não cumpriu com a responsabilidade de proteger os funcionários americanos na ilha.

Os Estados Unidos e Cuba reabriram suas embaixadas em Havana e Washington em julho de 2015, reatando relações diplomáticas após de 54 anos de distanciamento.

Da Agência EFE com informações da Agência Brasil

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