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Foto: Reprodução/ Internet
israelpalestina
O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, anunciou nesta sexta-feira (21) em um discurso na televisão que suspenderá todas as suas comunicações com Israel até que as autoridades israelenses retirem os detectores de metal instalados no entorno da Esplanada das Mesquitas de Jerusalém. As informações são da EFE.

"Rejeitamos os detectores eletrônicos. Jerusalém é a capital da Palestina", disse Abbas, que fez um pedido à ONU para que proteja o povo palestino e outro pedido ao movimento islamita Hamas (que controla a faixa de Gaza) para que apoie seu governo. Ele pediu ao Hamas que devolva o controle de Gaza à ANP e possibilite a realização de eleições presidenciais e parlamentares

O cancelamento dos contatos da ANP com os israelenses poderia incluir a coordenação em matéria de segurança, que a ANP mantém com Israel em virtude dos Acordos de Oslo de 1993-1995. O anúncio do presidente palestino acontece um dia após o líder politico do Hamas, Ismail Haniya, exigir o fim da coordenação de segurança com Israel.

Mahmoud Abbas pediu, além disso, a todos os funcionários que doem um dia do seu salário para Jerusalém e anunciou que serão destinados US$ 25 milhões a projetos na parte oriental da cidade, que foi ocupada por Israel na Guerra dos Seis Dias de 1967.

Abbas retornou nesta sexta-feira de uma viagem oficial à Ásia, que abreviou perante a situação de tensão em Jerusalém e na Cisjordânia, onde os distúrbios registrados nos protestos palestinos de hoje contra as novas medidas de segurança israelenses na Mesquita de Al-Aqsaterminaram com três palestinos mortos e mais de 400 feridos, além de quatro policiais israelenses também feridos.

Local sagrado

Segundo o porta-voz da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Xavier Abu Eid, disse à Agência EFE, o primeiro-ministro de Israel, Benajamin Netanyahu, "e o seu desejo de sabotar qualquer possibilidade de paz” tem toda a responsabilidade nos acontecimentos. "Isso não tem que ver nem com segurança nem com nada. É simplesmente o desejo de incomodar e humilhar", disse.

Israel impôs novas medidas de segurança e restrições nos acessos à Esplanada das Mesquitas, local sagrado para muçulmanos e judeus, após um atentado no último dia 14 de julho no qual morreram dois policiais israelenses e os três agressores, árabe-israelenses, que foram abatidos pelas forças de segurança de Israel.

Da Agência Brasil

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