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Foto: Reprodução/ Internet
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A Comissão Europeia apresentou nessa terça-feira (04) um plano de ação para a Itália aliviar a crescente pressão migratória da rota central do Mediterrâneo. O plano inclui uma ajuda de 46 milhões de euros (US$ 52,2 milhões) para a Líbia reforçar o controle das fronteiras.

De acordo com o projeto, a comissão mobilizará fundos para a Itália, trabalhará no reforço da capacidade da Guarda Costeira da Líbia, além de acelerar os retornos da Líbia e da Nígéria, enquanto outros Estados-membros da UE devem apressar a realocação da Itália.

Pelo plano, a Itália é obrigada a aumentar a capacidade de acolhimento e detenção, bem como o retorno dos migrantes ilegais.

"A situação terrível no Mediterrâneo não é uma realidade nova e nem deve passar. Temos feito enorme progresso ao longo dos últimos dois anos para uma verdadeira política de migração da UE, mas a urgência da situação agora nos obriga a acelerar seriamente o trabalho coletivo e não deixar a Itália por conta própria", disse o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, em comunicado.

"O foco de nossos esforços tem que ser solidário. Ao mesmo tempo, precisamos agir, em apoio à Líbia, para combater contrabandistas e melhorar o controle das fronteiras a fim de reduzir o número de pessoas que fazem viagens perigosas para a Europa," acrescentou.

De acordo com a comissão, desde janeiro foram registradas 85.183 chegadas à Itália, por meio da rota do Mediterrâneo central, e mais de 2 mil migrantes morreram na jornada.

Os cinco principais países de origem são a Nigéria, Bangladesh, a Guiné, Costa do Marfim e Gâmbia.

No contexto da crise de refugiados, a situação na África foi acompanhada pela União Europeia, depois de um acordo entre o bloco e a Turquia ter levado a uma queda brusca no número de requerentes de asilo na Europa pelos que fazem a rota do Mediterrâneo oriental, que liga a Turquia à Grécia.

Mais de 181 mil migrantes e refugiados, a maioria dos quais usa a Líbia como ponte, chegaram à UE em 2016 pelo Mediterrâneo.

Considerada a mais perigosa para os migrantes no ano passado, a rota central registrou 4.576 mortes, de acordo com a Organização Internacional para as Migrações.

Da Agência Brasil

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