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A cidade de Mossul em 10 de março de 2017, ainda com seu principal símbolo (Foto: Deutsche Welle)
alnuri
O primeiro-ministro iraquiano, Haider Al Abadi, disse esta semana que a captura da mesquita histórica de Al Nuri, na cidade velha de Mossul, marca o fim do grupo autodenominado Estado islâmico no país. "A explosão da mesquita Al Nuri e do minarete [tore da mesquita] de Al Hadbaa pelo Daesh [Estado Islâmico] e a volta deles à pátria hoje é uma declaração do fim do ilegítimo estado do Daesh," disse Abadi, em declaração emitida por seu escritório.

"Continuaremos perseguindo os membros do Daesh, matando e capturando-os até seu último no Iraque," disse Abadi, que também é comandante-chefe das forças iraquianas.

Os comentários de Abadi foram feitos durante visita à sede do Comando de Operações Conjuntas em Mossul, onde discutiu com os comandantes militares o desenvolvimento das batalhas para libertar o lado ocidental de Mossul. Antes, uma declaração do comando disse que as forças iraquianas haviam recuperado a área da mesquita Al Nuri e seu minarete, bem como um bairro adjacente na parte central da cidade velha.

Em 21 de junho, o Estado Islâmico bombardeou a mesquita Al Nuri, enquanto as forças iraquianas estavam se aproximando da mesquita e da área ao redor, em meio a batalhas de casa em casa e em algumas vielas próximas.

A mesquita foi construída em 1172 d.C., juntamente com o seu famoso minarete inclinado, que deu à cidade o apelido de "Al Hadbaa" ou "o corcunda." Foi onde o líder do Estado Islâmico, Abu Bakr Al Baghdadi, declarou o califado transfronteiriço no Iraque e na Síria, em sua única aparição pública em julho de 2014.

Um dia após o bombardeio, Abadi prometeu, em entrevista, reconstruir a mesquita e seu minarete, bem como outros locais arqueológicos destruídos por grupos terroristas, como Nimrud e Hattra, na província de Nínive do Iraque.

Um comunicado da Comando de Operações Conjuntas informou que na terça-feira (25) à noite as tropas liberaram cerca de 50% da cidade velha no lado oeste de Mossul. As tropas estão fazendo progressos lentos, devido à forte resistência dos militantes do Estado Islâmico e um grande número de bombas na estrada e edifícios apreendidos.

De acordo com os recentes relatórios da Organização dos Estados Unidos (ONU), cerca de 100 mil civis ainda estão presos nas áreas do prédio do centro antigo da cidade e do bairro adjacente de Al Shifaa, e o grupo extremista está usando civis como escudos humanos.

Localizada a 400 quilômetros ao norte de Bagdá, capital do Iraque, Mossul está sob controle do Estado Islâmico desde junho de 2014, quando as forças governamentais abandonaram suas armas e fugiram, permitindo que os militantes tomassem o controle de partes das regiões do Norte e Oeste do Iraque.

Da Agência Brasil com informações da Xinhua

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