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Foto: Reprodução/ Internet
ashrafghani
O presidente afegão, Ashraf Ghani, deu um ultimato nesta terça-feira aos talibãs para que aproveitem a "última oportunidade" para a paz, dias depois de um atentado devastador em Cabul que deixou mais de 150 mortos.

A opinião pública está cada vez mais indignada com o governo de Ghan pela catastrófica deterioração da segurança no país.

Durante manifestações nos últimos dias, marcadas por atos de violência e distúrbios, muitas pessoas pediram a renúncia do governo por sua incapacidade para resolver a situação.

"Damos uma oportunidade à paz, mas não é uma oferta ilimitada no tempo. (...) É a última oportunidade, aproveitem ou sofrerão as consequências", afirmou Ghani durante uma conferência que reúne representantes de 20 países em Cabul.

Os talibãs ainda não reagiram ao ultimato.

A conferência, que tem o nome "Processo de Cabul", é uma reunião de caráter simbólico com o objetivo de obter apoio internacional a medidas para a restauração da paz.

O encontro acontece sob medidas de segurança rígidas, com veículos blindados patrulhando as ruas da capital afegã e caças sobrevoando a região.

A população de Cabul está particularmente nervosa desde o atentado com caminhão-bomba da quarta-feira passada, o ataque mais violento na capital do país em 15 anos.

O atentado não foi reivindicado. O governo apontou para a rede Haqqani, aliada dos talibãs afegãos.

O grupo reivindicou nos últimos meses uma série de ataques contra bases e posições militares afegãs.

No início da reunião, Ghani anunciou um balanço atualizado do atentado da semana passada, com 150 mortos e 300 feridos, entre eles muitas pessoas queimadas e amputadas.

O balanço anterior mencionava 90 mortos no atentado, que aconteceu no bairro das embaixadas de Cabul

A principal operadora de telefonia afegã, Roshan, se viu particularmente afetada: ao menos 31 funcionários da empresa morreram e a sede foi muito danificada, o que provocou cortes na rede.

O atentado aumentou as profundas divergências políticas e étnicas que fragilizam o governo afegão.

Dois dias depois do ataque, centenas de manifestantes tomaram as ruas para protestar contra a falta de segurança. Quatro pessoas morreram em confrontos com a polícia.

Os manifestantes protestam nesta terça-feira pelo quinto dia consecutivo no local da explosão. Eles exigem a demissão do conselheiro nacional de Segurança, Hanif Atmar.

O ministro das Relações Exteriores, Salahudin Rabani, que dirige o partido de maioria tadjique Jamiat, também defendeu a saída de Atmar na segunda-feira. Mas o presidente Ghani, da etnia pashtun, não aceita a ideia.

Rabani sobreviveu a um atentado, não reivindicado, executado no sábado durante o funeral de um manifestante morto pela polícia.

O ministro fez referência aos "terroristas dentro do sistema" e deu a entender que foi alvo de uma emboscada. Mas o governo acusou os extremistas formados nas escolas religiosas paquistanesas.

Da Agência AFP

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