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Criança somali em um campos para deslocados em Qardho. O país enfrenta uma longa seca e organismos internacionais alertam que a área passar por uma grave crise de cólera (Foto: Dai Kurokawa/EPA/Agência EFE)
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta sexta-feira (5) que pode haver, antes do verão, acima de 60 mil casos de cólera na Somália, na maior epidemia nos últimos cinco anos e que já matou mais de 618 pessoas. As informações são da agência EFE.

Em meados de abril a OMS disse que previa que os casos de cólera registrados nos primeiros meses do ano até o verão se duplicariam, com o que, com 25.424 doentes, chegaria a 50 mil. Mas hoje o porta-voz da OMS, Tarik Jasarevic, falou numa coletiva de imprensa que já há 2 mil casos verificados no começo de maio e que o surto se expande rapidamente.

"Estas cifras duplicarão em junho, devido ao aumento de casos durante a temporada de chuvas que começa agora", afirmou Jasarevic, admitindo que o número de doentes por cólera pode chegar  a 60 mil antes do verão. A taxa de mortalidade média deste surto está em 1,9%, superando o limite de 1% que serve para determinar que a epidemia tem o caráter de emergência.

A OMS explica que o deslocamento em massa gerado pela seca na Somália gerou áreas superpovoadas que afetam mais de um milhão de pessoas e provocou um aumento no número de casos de sarampo, diante da baixa taxa de vacinação e da má nutrição no país.

No total, foram registrados 6.346 casos de febre nas 16 primeiras semanas do ano na Somália, um número várias vezes maior que o registrado no mesmo período do ano anterior.

Para lutar contra o cólera, a OMS e o Ministério de Saúde da Somália lançaram ontem (4) uma segunda campanha de vacinação, desta vez em Baidoa, a cerca de 250 quilômetros a noroeste da capital Mogadíscio, com o objetivo de vacinar cerca de 224 pessoas com um ano de idade ou mais. Além disso, em 40 distritos estão operando centros de tratamento do cólera, segundo a organização.

Da agência EFE via Agência Brasil

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