Atlético Goianiensebrasao-goias-3Vila Nova
appleandroidtwitterfacebookyoutubeinsta-bordaemail

Leia mais...O Ministério Público português abriu um inquérito nesta quinta-feira (16) para investigar as circunstâncias da morte da brasileira Ivanice Carvalho da Costa,  36 anos, atingida pela polícia, por engano, em Lisboa. As investigações são feitas pela Polícia Judiciária. O Ministério da Administração Interna também abriu investigações e seis dos sete policiais envolvidos foram denunciados e serão investigados.

A tragédia aconteceu por volta das 3h35 da manhã de quarta (15), quando Ivanice seguia de carro para o aeroporto de Lisboa, onde trabalhava. Ela ia de carona com o seu companheiro em um carro que foi confundido com um veículo que fugia da polícia.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) perseguia bandidos que haviam explodido e roubado um caixa automático em Almada, cidade vizinha a Lisboa. Os ladrões conseguiram fugir.

O carro em que Ivanice estava era parecido com o usado pelos bandidos. Em comunicado, a PSP informa que, após ordem dos agentes policiais para que parasse o veículo, o condutor não parou e tentou fugir, quase atropelando os policiais. Minutos depois, diante de outra barreira policial, o carro foi alvejado e Ivanice atingida por um tiro no pescoço.

De acordo com a polícia portuguesa, o homem foi detido por condução sem habilitação legal, por desobediência ao sinal de paragem e por condução perigosa. Ivanice foi socorrida no local mas acabou morrendo.

O jornal português Expresso noticiou que os agentes da polícia teriam disparado de frente para o carro. Essa informação pode fazer diferença na avaliação sobre um eventual uso abusivo da força por parte dos policiais.

De acordo com dados da Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI), em 2014 e 2015, em Portugal, nenhum civil foi morto pela polícia. Trinta e uma pessoas foram mortas nos últimos dez anos, em consequência de operações policiais.

Já no Brasil, segundo o Anuário Brasileiro da Segurança Pública, foram registrados 4,2 mil homicídios por policiais militares e civis, apenas em 2016. De 2009 a 2016, os números ultrapassam as 21 mil mortes por ação de agentes policiais.

Da Agência Brasil

Leia mais...O Chile, os Estados Unidos e o Reino Unido ofereceram ajuda à Argentina, nesta sexta-feira (17), na busca do submarino militar San Juan. A embarcação, com 44 tripulantes a bordo, perdeu contato com a terra na quarta-feira (15).

O submarino partiu de Ushuaia, no extremo sul da Argentina, rumo a Mar del Plata, a 400 quilômetros da capital, Buenos Aires. O porta-voz da Marinha argentina, Enrique Balbi, disse que não ha indícios de que a embarcação tenha afundado. Segundo o porta-voz, pode ter havido falha nos sistemas de comunicação ou propulsão.

“O San Juan funciona com baterias elétricas que é preciso recarregar com regularidade”, explicou Balbín, acrescentando que a última comunicação com o submarino ocorreu na quarta-feira (15) de manhã.

As buscas começaram às 22h de quinta-feira (16) numa área que, segundo Balbi, é grande. O submarino navegava a cerca de 430 quilômetros da costa argentina. Os ventos fortes, que poderão chegar a 90 quilômetros por hora, e a previsão de um temporal, dificultam as operações.

Da Agência Brasil

Leia mais...O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse hoje (16), em Washington, Estados Unidos, que o Brasil deve enviar um batalhão com efetivo de mil homens e mulheres para a Minusca, como é chamada a Missão das Nações Unidas na República Centro-Africana. A declaração vem depois de o ministro ter se reunido com o chefe do Departamento de Missões de Paz da ONU, Jean-Pierre Lacroix, ontem (15), em Vancouver, no Canadá, onde ele participou de uma reunião ministerial de Defesa das Nações Unidas para a Manutenção da Paz.

O convite formal para que o Brasil envie tropas deve ser feito pela Organização das Nações Unidas (ONU) até o primeiro semestre do ano que vem, e depois a decisão deve ser aprovada pelo Congresso para que o país possa levar adiante o envio. O ministro também afirmou que o Brasil gostaria de assumir o comando militar da Minusca, assim como fez com a Minustah, a Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti, que se encerrou em outubro. Segundo o ministro, “o comando militar é um desejo nosso”, e, apesar de a ONU ainda não ter feito o convite, ele acredita que isso também é do interesse da organização.

Jungmann também afirmou que o Brasil recebeu um convite para ter o comandante da Monusco, a Missão de Estabilização das Nações Unidas na República Democrática do Congo, posto que foi ocupado pelo general brasileiro Carlos Alberto dos Santos Cruz até 2015. “Nós temos responsabilidades globais com a estabilidade e paz no mundo”, afirmou.

Base de Alcântara

O ministro também se reuniu na segunda-feira (13) com o embaixador Thomas Shannon, subsecretário para Assuntos Políticos do Departamento de Estado. Na reunião, eles falaram sobre a possibilidade de os Estados Unidos utilizarem a base de lançamento de foguetes que fica em Alcântara, no Maranhão. A decisão dos Estados Unidos ainda depende aprovação do governo.

Segundo o ministro, a possibilidade também foi discutida com a China, e a base poderia ser utilizada por mais de um país, e não por meio de um monopólio com apenas um estado estrangeiro, como era feito com a parceria desfeita com a Ucrânia. “No desenho que estamos fazendo, ninguém vai ter o monopólio exclusivo de Alcântara”, afirmou. Israel, Rússia e França também manifestaram interesse no uso da base.

Da Agência Brasil

Leia mais...Uma brasileira foi morta por engano, pela polícia portuguesa, na madrugada desta quarta-feira (15) em Lisboa. Ela estava em um carro que foi confundido com um veículo que fugia da polícia, após um assalto a um caixa automático.

A mulher, que estava no banco do carona, se chamava Ivanice Carvalho da Costa, tinha 36 anos e foi atingida no pescoço. Ela, que era de família do Paraná e vivia há 17 anos em Lisboa, trabalhava no aeroporto e estava indo para o trabalho no momento da perseguição.

De acordo com a polícia portuguesa, o homem que estava dirigindo não parou o carro, após ordem dos agentes, e tentou atropelá-los. Ele estava sem habilitação de motorista e foi detido pela polícia.

Em nota, a Polícia de Segurança Pública (PSP), afirmou que o carro em que estava Ivanice "tentou atropelar os polícias, que tiveram de afastar-se rapidamente para não serem atingidos e, em ato contínuo, os polícias foram obrigados a recorrer a armas de fogo. Mais à frente, a viatura voltou a desobedecer à ordem de paragem por outra equipa de polícias, tendo sido interceptada pouco tempo depois". Após constatar que ela tinha sido atingida, "a cidadã ferida foi assistida pelos agentes e pelos meios de emergência chamados ao local. Apesar de todos os esforços, a vítima, acabaria por falecer. O homem que conduzia a viatura foi detido por condução sem habilitação legal, por desobediência ao sinal de paragem e por condução perigosa”, completou a nota.

Ainda de acordo com a PSP, foi instaurado processo de investigação para esclarecer as circunstâncias do ocorrido.

O jornal Expresso noticiou que os agentes da PSP teriam disparado de frente para o carro que acreditavam que tinha participado do assalto. Essa informação poderá fazer a diferença na avaliação sobre um eventual uso abusivo de força, no processo que já foi aberto pela Inspeção-Geral da Administração Interna. O Diário de Notícias afirma que foi o primeiro incidente em que um civil é morto pela polícia este ano.

A Embaixada brasileira em Lisboa emitiu nota em que lamenta o ocorrido e afirma que o consulado prestará todo o apoio cabível à família da vítima:

"Tomou-se conhecimento, hoje, 16 de novembro, de que a pessoa morta em ação policial durante a madrugada de ontem (15), em Lisboa, era nacional brasileira. A Embaixada lamenta profundamente o ocorrido.

A família da vítima já entrou em contato com o Consulado-Geral do Brasil em Lisboa, que prestará o apoio cabível.

A Embaixada acompanha atentamente o caso e aguarda novas informações a respeito do inquérito com vistas a determinar o curso de ação a ser tomado.”

Leia mais...Quatro pessoas morreram em um tiroteio nos Estados Unidos nesta terça-feira (14). O crime aconteceu em uma região rural, ao norte do estado americano da Califórnia.

De acordo com as autoridades locais, alunos de uma escola primária estariam entre as vítimas. Após o tiroteio, o atirador, que ainda não foi identificado, acabou morto por policiais.

De acordo com a rede de televisão NBC, o xerife da região relatou que o suspeito de efetuar os disparos possuía três armas de fogo durante o tiroteio, e que tudo teria começado por conta de violência doméstica, e que depois o homem seguiu para outro local onde atirou contra outras pessoas.

Ainda de acordo com a emissora estadunidense, alguns alunos da escola primária, que fica próxima à comunidade Conrning, chegaram a ser retirados do local de avião. Alguns veículos de comunicação chegam a falar em cinco mortes e três crianças feridas.

Leia mais...O ministro da Defesa, Raul Jungmann, se reuniu em Washington com o subsecretário de Estado para Assuntos Políticos dos Estados Unidos, Thomas A. Shannon Jr., para discutir a possibilidade de criação de uma autoridade sul-americana de segurança, para combater a criminalidade, principalmente na região de fronteira.

Segundo o ministro da Defesa, no Brasil, o crime organizado se nacionalizou e se transnacionalizou, o que, para Jungmann, representa um risco à sociedade, às instituições e à democracia.

Shannon, que esteve à frente da embaixada norte americana no Brasil de 2011 a 2013, ressaltou a importância do compartilhamento de informações, experiências e inteligência entre governos no combate ao crime organizado internacional.

Durante o encontro, Jungmann lembrou ainda que os Estados Unidos são um dos 23 países que participaram do Amazonlog2017, exercício multinacional interagências de logística humanitária, que ocorreu de 6 a 13 deste mês, em Tabatinga (AM), na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia.

O evento, inédito na América do Sul, contou com quase 2 mil participantes. O objetivo foi desenvolver diretrizes para ações humanitárias, com resposta rápida a adversidades causadas por ondas migratórias, catástrofes e acidentes.

Da Agência Brasil

Leia mais...A ilha de Porto Rico ainda enfrenta os efeitos da passagem dos furacões Irma, no começo de setembro, e Maria, que atingiu o território portorriquenho na última semana de setembro. Quase dois meses (54 dias), depois da passagem do furacão Maria, a maior parte da ilha ainda não tem água, energia elétrica e nem serviços de comunicação telefônica. O governo local anunciou na segunda-feira (13) que vai pedir U$ 94 bi ao Congresso para reconstrução do que foi perdido.

O governador Ricardo Rosselló afirmou que as perdas sofridas pela ilha  ultrapassam as que aflingiram o Texas, na passagem do Furacão Harvey, no mês de agosto. "Foi uma catástrofe enorme, possivelmente a maior da história de Porto Rico, que agora está devastada", disse, durante conferência de imprensa, na sede da Associação Nacional de Governadores (NGA, sigla em Inglês), em Washington.

O Texas pediu ao governo federal a liberação de U$ 61 bi para reparação das perdas deixadas pelo Harvey. "Precisamos de mais recursos que o Texas, porque praticamente toda nossa infra-estrutura precisa ser reparada", explicou.

Rosselló apresentou um relatório que detalha os custos da reconstrução, e afirmou que os U$ 94 bi "ainda é um número conservador". O dinheiro pedido deverá ser usado para construção de habitações, reparação da geração de energia elétrica, estradas, serviços sanitários, saúde e educação".

Pelo menos 150 mil pessoas abandonaram a ilha, segundo estimativa fornecida pelo governo, e pelo menos 5 mil estabelecimentos comerciais fecharam as portas. A ilha – que vive principalmente do turismo – já enfrenta uma taxa maior de desempregados, que deve chegar a 20%. O índice nacional de desemprego nos Estados Unidos, por exemplo, foi de 4,1% em outubro.

O Congresso já aprovou U$ 5 bi de ajuda para a ilha. Mas Rosselló diz que é insuficiente. Ele afirmou que o problema é que os recursos gerados pelas empresas, que estão na ilha, não são investidos em seu território. O governador pediu que a reforma tributária, que está na pauta do Congresso, crie algum mecanismo de proteção para que os recursos gerados no território de Porto Rico sejam investidos localmente.

Após a passagem de Irma e Maria, o presidente americano Donald Trump foi acusado de negligência pela imprensa e também por membros do governo local. Trump demorou, por exemplo, a suspender a proibição de que navios estrangeiros cheguem aos portos da ilha. Isso, segundo a população local afetou o abastecimento de água potável, alimentos e combustíveis.

Da Agência Brasil

Leia mais...Representantes brasileiros na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP23), que está sendo realizada em Bonn, na Alemanha, apresentarão hoje (14) um estudo sobre a importância da bioenergia na transição de uma economia baseada em recursos fósseis para uma focada em energias renováveis.

De acordo com o estudo, a produção de bioenergia pode representar uma contribuição real para atender à crescente demanda de energia no setor de transporte global e, ao mesmo tempo, reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa. A contribuição brasileira se somará a outras iniciativas no mesmo sentido apresentadas na COP23.

Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, Marcelo Poppe, coordenador do estudo feito pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), instituição ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, explicou como o Brasil vem se preparando e investindo em tecnologias avançadas de baixo carbono.

“Vivemos hoje uma emissão de gases de efeito estufa muito grande e quase 90% dessas emissões vêm de combustíveis fósseis, como o carvão, o petróleo e o gás. E o transporte consome quase um quarto dessas emissões, através de combustíveis como o diesel e a gasolina. Há uma necessidade, pactuada no Acordo de Paris, [firmado em 2015 por 195 países], de reduzir essas emissões de uma maneira que se evite que a temperatura do planeta ultrapasse os 2ºC [graus Celsius] ou mesmo 1,5ºC para evitar perigos de desestabilização do equilíbrio climático da Terra”, explicou Poppe.

Bioetanol

O estudo brasileiro mostra como é possível utilizar, além do açúcar das plantas, também fibras e outras partes dos vegetais na produção de bioenergia, o chamado bioetanol de segunda geração. Segundo Poppe, a produção desse bioetanol pode representar uma contribuição real para se atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que prevê a redução das emissões de gases de efeito estufa.

“O bioetanol tem a vantagem de poder ser produzido a partir não só dos açúcares, mas de outras partes dos vegetais. Isso dá acesso a diversos outros países, que não são tropicais e não têm clima e solos propícios à plantação de milho, beterraba e cana, para produzir esse insumo a partir de outras fontes. O custo vai ser superior, num primeiro momento, mas é possível de fazer”, afirmou o pesquisador.

O Brasil se comprometeu a promover uma redução das emissões de gás carbônico de 37% abaixo dos níveis de 2005, até 2025 e, posteriormente, 43%, até 2030. Para isso, o país precisa adotar medidas para aumentar a participação da bioenergia sustentável na matriz energética para aproximadamente 18% até 2030. Além disso, deve expandir o consumo de biocombustíveis, elevar o suprimento de etanol, inclusive aumentando a participação de biocombustíveis avançados de segunda geração e aumentar a presença do biodiesel na mistura do diesel.

PAISS

Saiba MaisAliança Global Para Descarbonização dos Transportes movimenta COP 23 em BonnONU insiste para que setor financeiro contribua no combate à mudança climática

De acordo com o estudo, considerando um consumo global de gasolina estimado em 1,7 trilhão de litros em 2025, o bioetanol poderia substituir 10% da gasolina total consumida no mundo, usando menos de 10 milhões de hectares de terra. O mundo experimentaria rapidamente uma redução expressiva de emissões de gás carbônico no setor de transporte, responsável por um quarto das emissões totais.

Poppe afirma que os investimentos em bioenergia estão sendo implementados no Brasil por meio de parcerias público-privadas. Uma das iniciativas é o Plano Conjunto de Apoio à Inovação Tecnológica Industrial dos Setores Sucroenergético e Sucroquímico (PAISS), liderado pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pela Agência de Pesquisa e Inovação (Finep), que já financiou  atividades inovadoras envolvendo empresas estabelecidas e iniciantes, bem como importantes instituições de ciência e tecnologia.

“O PAISS apoiou essa transição e fez com que duas fábricas fossem instaladas no Brasil. Agora, a gente precisa garantir a cadeia produtiva e o mercado para esses produtos, para entrar num círculo virtuoso de aumento da produção, que reduz o custo, aumenta o consumo e desenvolve essa nova indústria”, disse Poppe.

Neste sentido, o papel do governo é decisivo para apoiar empreendimentos inovadores em bioenergia e bioprodutos, garantindo condições de mercado atraentes e reduzindo os impactos de incertezas, especialmente durante o ciclo de inovação e antes da consolidação da produção comercial.

Visão consistente

O objetivo do estudo brasileiro é fornecer uma visão consistente dos benefícios da produção de bioenergia, seja em nível nacional ou global, fornecendo fundamentos confiáveis para a transição de uma economia baseada em recursos fósseis para uma bioeconomia moderna. O documento tem por objetivo mostrar a importância do crescimento nos investimentos em soluções de baixo teor de carbono e fortalecer a cooperação internacional.

“Como 25% das emissões vêm do transporte, essa é uma área que tem que ser enfrentada. Nesse aspecto, os biocombustíveis são uma possibilidade de reduzir rapidamente (as emissões), porque são absolutamente compatíveis com os veículos existentes no planeta. Claro que, para aumentar a escala de produção, é preciso uma disponibilidade muito grande (de bioenergia no mercado) e uma redução de custos. É o que estamos buscando e, para isso, precisamos tanto de políticas públicas, quanto de desenvolvimento, eficiência, tecnologia, inovação”, defendeu o pesquisador.

Ele explicou que, atualmente, há uma discussão intensa sobre a precificação de carbono. “Evidentemente que se houver uma precificação de carbono a nível internacional, vai aumentar muito a competitividade das fontes que têm baixo teor de carbono. Vai melhorar muito. Como isso ainda não existe, há um certo subsídio para a indústria do petróleo, pois não é computado o custo ambiental dela; o que ela acarreta de consequências para o planeta. E isso provoca uma certa desvantagem das outras fontes de competir com o petróleo”.

Tendências

Com a discussão em pauta, o estudo aponta que a tendência é que haja investimentos no setor de bioenergias e bioprodutos, necessários para a transição para uma economia baseada em recursos naturais renováveis.

É fato que a vida moderna, com acesso a serviços e bens de consumo, depende da energia que ainda provem predominantemente de fontes de energia fóssil. No entanto, são bem conhecidas as consequências ambientais e o impacto que geram no planeta, incluindo mudanças climáticas. Desta forma, a transição impõe desafios e investimentos, mas se faz necessária.

“Embora exista um potencial natural suficiente, a construção de novas infraestruturas de energia requer altos investimentos e períodos de maturação relativamente longos, característicos dos sistemas energéticos. Essa transição energética é ainda mais aguda e complexa no setor de transportes, onde as tecnologias de veículos impõem, com poucas exceções, o uso de combustíveis líquidos, devido às suas vantagens logísticas e pronta disponibilidade para uso final. Para tornar esta situação mais difícil, a expansão da frota de veículos globais e a necessidade de energia associada é uma tendência clara, principalmente nos países em desenvolvimento”, diz o documento brasileiro.

Atualmente, estima-se que apenas de 3% do consumo mundial de energia no setor de transportes é atendida por biocombustíveis, correspondendo a uma produção anual de quase 100 bilhões de litros de etanol, com expectativas de que este volume dobre até 2030, aumentando a participação para 5% do consumo do setor.

Da Agência Brasil

Leia mais...Vinte e três dos 28 países membros da União Européia (UE) concordaram nesta segunda (13) em expandir significativamente sua cooperação militar. Os ministros das Relações Exteriores e da Defesa do bloco assinaram um documento em Bruxelas que deveria lançar as bases para uma futura união de defesa europeia. A informação é da agência alemã DPA.

Segundo os líderes, a decisão de criar uma união de defesa europeia visa tornar a UE menos dependente dos Estados Unidos e fortalecer a cooperação entre parceiros europeus em projetos militares.

"É importante para nós assumir uma posição independente, [principalmente] após a eleição do presidente dos EUA (Donald Trump). Assim, se houver uma crise no nosso bairro, devemos ser capazes de agir", disse a ministra da Defesa alemã, Ursula van der Leyen.

O ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Sigmar Gabriel, falou da união  como um "marco no desenvolvimento europeu". A cooperação projetada é "um grande passo em direção à independência e ao fortalecimento da política de segurança e defesa da UE", ressaltou.

Projetos militares conjuntos

Com a assinatura do documento, os 23 países europeus também se comprometeram a respeitar 20 condições específicas para a sua participação na futura união de defesa, incluindo um aumento periódico das despesas militares, a participação em projetos militares conjuntos e o contributo dos soldados para a forças de reação rápida da UE.

Esses últimos grupos foram criados em 2007,  com o nome de Combat Groups (Grupos de Combte), mas até agora eles nunca entraram em ação.

Entre os países que não participarão do novo projeto de cooperação militar estão o Reino Unido e a Dinamarca. O Reino Unido porque pretende deixar a UE em 2019 e a Dinamarca não participa na política europeia comum de segurança e defesa. Os restantes três parceiros da UE que não assinaram - Irlanda, Malta e Portugal - ainda não decidiram se participarão ou não da união militar.

Oficialmente, o novo projeto, chamado "cooperação permanente estruturada", está programado para começar em dezembro. Provavelmente, os primeiros projetos concretos a serem executados referem-se à criação de um comando sanitário europeu e centros de conexão logística para o transporte de tropas e equipamentos.

Da Agência DPA

Ouça a 730
apple android
(62) 98400-1757