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Arte: Matheus Carvalho
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O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), em julgamento realizado nesta terça-feira (04), determinou as punições para Goiás e Vila Nova por conta da briga entre as torcidas no clássico realizado no dia 24 de junho, pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A, no Estádio Serra Dourada. Ficou definido que ambos os clubes perderão o mando de campo de cinco partidas, que terão que ser realizadas à 200 km de Goiânia, e também terão que pagar uma multa no valor de R$50 mil cada um. 

A advogada do Vila Nova Futebol Clube, Neliana Fraga, comentou sobre a punição dada pelo STJD. Para ela, a perda de mando de campo não atinge de nenhuma forma os verdadeiros culpados, apenas prejudica o clube. "Aqueles vândalos não se tornaram criminosos no momento que entraram no estádio, são pessoas que já são desta forma e este tipo de punição, honestamente, não vai atingir esse tipo de pessoa que já é um criminoso por natureza", declarou. 

Uma prova apresentada contra os dois clubes pesou bastante na definição da punição pela briga entre as torcidas. A cena em que um pai, com seu filho pequeno nos ombros, é escoltado por policiais até a saída mais próxima com os braços levantados mostrando que não estava envolvido em tudo aquilo. Para a advogada, esta é uma cena forte e que pesou, de forma errada, na decisão final. 

"Por ser uma cena forte, logicamente influenciou no julgamento, porém, se analisada bem essa cena é de fácil percepção que não havia ninguém, no caso específico do Vila Nova, oferecendo qualquer tipo de perigo ou ameaçando. Foi uma cena triste, mas não teve nenhum ato de torcedores que provocaram aquela cena lamentável na geral, ameaçando-os. Aquela cena influenciou de uma forma indevida", afirmou. 

A advogada fez questão de deixar claro que irá recorrer à decisão tomada pelo STJD. "Recebemos com todo respeito a decisão da Comissão Disciplinar, mas entendemos que há equívocos que deveriam ser considerados nas provas que apresentamos e, por esta razão, vamos recorrer", finalizou.

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