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Foto: Arthur Magalhães / Portal 730
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Na edição desta sexta-feira (20), dos Debates Esportivos, da Rádio 730, o técnico Mazola Júnior foi o convidado especial. Entre muitos assuntos discutidos, estava o amistoso deste sábado (21) contra o Flamengo, no Serra Dourada às 18h45.  

Para o treinador, a importância de encarar o rubro-negro carioca é enorme, não só para analisar a equipe, mas também porque será um excelente desafio antes do início do Campeonato Goiano para o time. "Para nós no campo é importante porque antes de começar o Goianão vamos enfrentar um clube da Série A. O amistoso, acima do objetivo técnico, é comprovar o trabalho da diretoria", afirmou 

Mazola também falou sobre o futuro do Vila Nova neste ano e do Goianão, que já fazem 12 anos que o Tigrão não o conquista. Segundo ele, o primeiro passo deve ser criar uma estrutura que se encaixe com a Série B e depois pensar aos poucos sobre cada competição que terá em 2017. 

"Devemos ir por etapa, vamos pensar primeiro com que o clube consiga essa reestruturação e depois pensar em chegar, pelo menos, às semifinais do Campeonato Goiano e então, a gente pense no objetivo maior, que é o título", declarou. 

O Tigrão estreia no Campeonato Goiano dia 28 de janeiro, contra o Atlético. O técnico colorado comentou que o estadual serve de parâmetro para a Série B, que pode dar uma luz sobre o time que foi formado e uma referência do trabalho que está sendo feito. 

Confira abaixo a entrevista completa: 

O que você achou da campanha do Vila Nova ano passado? 

- Quando recebi o convite da diretoria para treinar o Vila, a imensidão do clube motivou. Quando você vem trabalhar em um time deste tamanho, não pode pensar pequeno. Ano passado, foi o primeiro ano do Vila na Série B depois de ter conquistado a C, e esse primeiro ano é muito difícil. Envolve uma série de questões que vão do financeiro até a estrutura, e por tudo isso acredito que o Vila fez um bom campeonato ano passado e deve comemorar a manutenção na Série B.  

O elenco montado é o ideal para a conquistar o acesso? 

- O Vila tem um time de Série B que poderá garantir um campeonato tranquilo. Mais para frente, com suporte financeiro e investimento que o clube for determinar, e a melhoria nas condições de trabalho, aí a gente pode mensurar onde vamos. Trabalho em cima de não vender ilusão para o torcedor e nem imprensa, temos que ser realistas e dentro da realidade buscar o que for melhor para o clube. 

O Vila Nova pode realizar uma Série B tão boa quanto o CRB fez ano passado?

- A condição do Vila Nova hoje é melhor comparado com a situação do CRB quando cheguei lá, hoje já mudou, claro, o CRB tem uma das melhores estruturas do Nordeste. Há a necessidade de uma reestruturação em termos de clube para o Vila conquistar o acesso.

Por que o CRB não conseguiu o acesso?

- Para conseguir o acesso na Série B existem várias situações, principalmente quando chega a reta final. O planejamento do CRB era de fazer um campeonato de estabilização na Segundona, o objetivo nunca foi o de subir. A campanha que fizemos ano passado foi extremamente surpreendente, ninguém esperava. O CRB é um clube extremamente administrado. Em 2016 faltou apenas orçamento para trazer 4 ou 5 peças na reta final que pudessem ajudar a dar um fôlego a mais e, assim, conquistarmos o acesso. Mas fizemos exatamente o que planejamos, conseguimos nos estabilizar.

Qual a importância de realizar um bom jogo diante do Flamengo? 

- Nós não precisamos estar no nível do Flamengo, mas se fizermos um bom jogo, acredito que será um indicativo muito positivo neste começo de ano. Se jogar bem e perder é um indicativo bom, porque você está jogando contra um dos melhores times do Brasil. As vezes, em um jogo assim, é melhor você perder e jogar bem do que você jogar mal e o resultado te iludir para o sábado que vem, que aí é importantíssimo contra o Atlético, estreia no Goianão. 

Sobre a base que está sendo formada pelo Vila Nova, o que você acha desses meninos? 

- Tem 18 dias que começamos o trabalho aqui no Vila e já pude constatar várias situações de um grupo formador. Não tenho profundidade na qualidade dos trabalhos anteriores, mas sei que havia uma lista de jogadores que poderiam ser emprestados e pedi para observa-los e ver qual era a condição desses garotos. Um vai ser titular contra o Flamengo e se for bom que  nem nesses outros dois amistosos, será titular do Vila Nova com 19 anos. 

O que achou da contratação do Wesley Matos que não fez uma boa temporada ano passado pelo Goiás? 

- Ano passado no Goiás, três jogadores foram bem, as coisas não foram bem lá, não foi só o Wesley. Conheço o Wesley Mattos desde 2014, tentei levar ele para o CRB, mas não foi possível. Depois, ele foi destaque no América-MG e não fiquei com dúvidas em aprovar sua contratação. Contra o CRB, nos dois jogos, ele jogou muito bem marcando os principais atacantes. Não é porque ele jogou mal no Goiás que não presta. Tenho certeza que vai nos ajudar, e muito. Ele causou grande impacto no grupo do Vila Nova. Estou muito confiante que o Wesley irá nos ajudar, espero que ele volte a retomar sua confiança, sua melhor forma física. A contratação dele foi uma das poucas que tive que intervir, ele tinha outras propostas. Não vejo como um retrocesso a ida para o Vila. E sim que ele terá a chance de mostrar quem ele é.

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