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Foto: Divulgação
titeselelcao
A Rádio 730 é referencia no centro-oeste quando o assunto é Copa do Mundo. Nossa equipe de reportagem esteve presente no sorteio da fase de grupos para o Mundial que aconteceu nesta sexta-feira (01), em Moscou, na Rússia. Após o grande evento o técnico Tite concedeu uma entrevista exclusiva ao repórter Juliano Moreira.

O treinador comentou sobre seus medos em estar à frente da equipe, o que exige dos jogadores antes de uma partida, o que espera do futuro e muito mais.

Confira abaixo a entrevista completa:

Em quais aspectos você amadureu desde que assumiu a Seleção Brasileira?

- Ser técnico da Seleção Brasileira te enriquece enquanto profissional, te traz responsabilidades diferentes, te faz remontar uma estrutura de trabalho. É um trabalho de observação, exige muito recurso tecnológico, exige muitas viagens, conversas com os técnicos de outras equipes, interação com a comissão técnica de acompanhamento e ser justo com uma gama de 40 a 50 atletas que sempre temos seguido. Confesso que gostaria de ter mais tempo. De ter feito a fase toda dos quatro anos, mas isso não foi possível. Entre o ideal e o real tem uma distancia. Mas estou feliz pelo que a equipe vem crescendo, por o que vem tendo de desempenho e eu ainda não estou suficientemente pronto, mas estou com experiência suficiente para enfrentar um Mundial e com uma história toda no futebol que me deu uma história para enfrentar essa pressão.

É uma cilada o Brasil ser considerado o favorito ao título na Rússia?

- Isso é um fato real. O Brasil é um dos postulantes, um dos favoritos ao título. Eu digo que entre teoria e prática há uma distancia e isso tem se comprovado dentro de campo. Vou dar um exemplo clássico da Costa Rica que está no nosso grupo. Quando surgiu em 2014 a Costa Rica, o time estava na chave da Itália e da Inglaterra, e todos acharam que iam apanhar de todos. Mas a Costa Rica foi a primeira do grupo e não perdeu na competição, foi eliminada nos pênaltis pela Holanda. Então, a Costa Rica vem de cinco jogos em Mundial contra equipes de alto nível e não perdeu. Então, há essas equipes que teoricamente são favoritas, e nós estamos entre elas, e há essas surpresas que acontecem durante a Copa.

O repórter Juliano Moreira entrevistando com exclusividade o técnico Tite.
julianoetite
Você já admitiu que pensa em continuar na Seleção Brasileira independentemente do resultado da Copa do Mundo. Como está sua cabeça em relação a isso?

- Minha cabeça vai estar fundamentalmente ligada ao desenvolvimento do trabalho, a manutenção e melhoria do desempenho da equipe. Podemos projetar qualquer tipo de situação de sim ou de não, ma ela vai ser muito circunstancial. Mas temos que focar no real: hoje a equipe fazer essa segunda fase de preparação, se consolidar, se preparar para adversários que vai enfrentar lá na frente, manter o nível e melhore na Copa mesmo com toda essa responsabilidade que tem a marca. O treinador cobra desempenho e não resultado, o resultado final ningém sabe.

O que te traz medo/receio estando a frente da Seleção?

- Tenho meus medos, meus fantasmas, digo que tomo café da manhã com eles do lado. Minha ansiedade me dá combustível para fazer as coisas bem feitas. Pra mim, excelência está constantemente buscando aprimoramento. Busco informação para gerar conhecimento para que eu possa fazer algo mais em relação ao trabalho. Exijo da comissão técnica que seja assim também. O cara que for trabalhar comigo e achar que vai ficar tranquilo está enganado, dos dias dele comigo estarão contados e certamente ele ficará pelo caminho.

Como é o seu comportamento antes de um jogo?

- Durante o sorteio eu sei que teve cantos e eu ouvi, mas não escutei. Sei que teve um espetáculo que eu vi, mas não enxerguei. Sei que teve um discurso e também tradução do Infantino (Perez, presidente da FIFA), mas entrou em um ouvido e saiu em outro. Eu queria mesmo era o sorteio da Copa, queria ver o grupo, os adversários. Queria saber o real para que eu pudesse agora me preparar e preparar a Seleção para os adversários que vamos enfrentar.

Houve uma mudança de mentalidade do jogador brasileiro em relação a concentração antes de uma partida?

- Eu procuro sempre a naturalidade. Não gosto de fazer uma concetração fechada, proibir várias situações como sair, beber, fazer sexo, não namorar. Isso são coisas naturais do ser humano, temos garotos de 23, 24 anos que inibe todas essas situações. Quando fazemos a convocação para dois jogos tem um dia livre que serve para o jogador. O que eles fizerem fora daqui é responsabilidade de vocês. Quando estiverem aqui na Rússa para a Copa foi exigir e cobrar comportamento, conduta, trabalho e seriedade. Somos seres humanos. Dou esse espaço para cada um e tento não ser condutor da vida particular deles.

 

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