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Foto: Assessoria GEC
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O último final de semana no Goiás foi um dos mais turbulentos do clube nos últimos anos. Na sexta-feira, Sérgio Rassi anunciou sua renúncia da presidência; logo após Argel Fucks foi demitido; no sábado o vice Marcelo Almeida assumiu o cargo de presidente esmeraldino e confirmou Silvio Criciúma como treinador até o final do ano.

Mas foi no domingo que um episódio lamentável aconteceu: um grupo de torcedores invadiu o CT Edmo Pinheiro, vandalizaram o local e agrediram o zagueiro Bruno Aguiar que realizava uma sessão de fisioterapia no local. O jogador levou 11 pontos na boca após a confusão. E quem comentou sobre esses dias turbulentos no Goiás foi o meia Andrezinho.

Confira abaixo a entrevista:

Como que a equipe viu e está encarando esta situação?

- Primeiro a gente tem que deixar bem claro aqui que isso não pode ser chamado de torcedor. Isso é o que a gente vive, o que a sociedade vive hoje no Brasil com todas essas confusões. Infelizmente não foi a primeira vez que isso acontece. Pouco tempo atrás a gente viu o presidente do Santa Cruz; já vimos no Corinthians e no Paysandu também. O Guerrero do Flamengo chegando no aeroporto, parecendo que nós profissionais somos bandidos. Estamos bastante chateados, porque acredito que isso transcende do futebol. Sabemos que o futebol é uma paixão e o torcedor que realmente ama o clube sofre, mas temos que separar o torcedor com os vândalos. Mas agora temos que focar aqui dentro para sairmos dessa situação.

Que tipo de reação você espera do elenco do Goiás depois dessa agressão e como está o ambiente entre vocês?

- Temos que separar muito. Nós que somos pessoas públicas e vocês da imprensa, nós temos um papel muito importante nisso. A gente não pode associar uma reação da equipe, associar que foi por causa desses vândalos. Até porque  se associar isso, vai que isso vira moda no Brasil. Nós jogadores, ficamos preocupados, hoje infelizmente não tem condições. Você fica preocupado com sua família, de encontrar alguém e acontecer o que aconteceu com o Bruno. Mas o mais importante é a gente voltar vencer e sair dessa situação que vai ser bom para todo mundo.

Como você que é um jogador experiente, passou por grandes clubes, como que vocês se colocam nessa situação? Vocês se cobram, vocês se culpam por tudo isso que vem acontecendo?

- Foi o que eu disse. O perdedor vai buscar desculpa ao culpado. Eu conversei com quase o grupo todo e expus o meu sentimento de vergonha, de culpa. Porque se o presidente renunciou, foi por resultados. Se não aconteceu uma coisa pior com companheiro nosso, foi por resultados. Independente do treinador, do presidente, tudo depende também dos jogadores. Então é hora da gente assumir essa responsabilidade, da gente que vai entrar em campo fazer algo diferente, porque essa é a verdade e a gente tem que se cobrar realmente, mudar esse cenário. Porque final do ano, tudo vai depender de resultado e vai ser ruim para todo mundo.

O Goiás está nessa situação por ele mesmo, ou você vê que os adversários são melhores e jogaram melhor que o Goiás?

- Futebol é assim. Com todo respeito, olho para o grupo do Goiás e eu não vejo na Série A tantos times assim para estar acima do Goiás. As vezes no futebol, o resultado engana muita coisa . Três jogos que no meu modo de ver futebol a equipe foi bem, mas acabamos pecando nos detalhes, principalmente quando você pega equipes acostumadas a jogar a Série A e o detalhe faz a diferença. É só olhar a tabela e você vê que está muito igual. Se você comparar a Série B desse ano para o ano passado, você vai ver que está muito nivelado.  

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