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Foto: Rosiron Rodrigues / GEC
marcio rosironrodrigues
Após a derrota para o Oeste na última sexta-feira (4), o Goiás anunciou na manhã desta segunda (7), uma lista com os nomes de sete jogadores afastados do elenco principal, que passarão a treinar em uma espécie de “time B”. A lista conta com nomes como: o goleiro Márcio, os laterais Helder, Paulinho e Felipe Saturnino, os meias Murilo e Jean Carlos e o seu atacante artilheiro Léo Gamalho.

Márcio, que foi contratado no meio do ano passado pela equipe esmeraldina, está na lista dos sete jogadores afastados pelo clube e fala como recebeu a notícia e o que ele pensa sobre. O goleiro com a camisa do Goiás atuou em 13 jogos como titular na Série B de 2016, fazendo um único gol, diante do Bahia, no empate por 1 à 1.

Confira a entrevista completa com o goleiro Márcio:

Márcio, como é que você recebeu essa notícia e como seu sentimento de momento?

 - Na verdade é uma notícia, que nenhum profissional gosta. E principalmente um profissional no nível que eu me sinto, responsável e dedicado no que faço. Não é uma notícia agradável. Mas o futebol tem essas coisas e acontecem em vários clubes. E cabe a nós agora tentar fazer o que a gente vem fazendo. No meu caso, continuar me dedicando, cumprindo os horários como o combinado e eu ainda tenho um caminho a percorrer na minha carreira e não vai ser essa pedra que vai fazer eu parar.

De que modo você recebeu esse comunicado?

 - É até agora eu só recebi uma ligação, do supervisor. Comunicando que eu estava afastado junto com outros. Para a gente se apresentar na quarta-feira para os treinamentos. Então, em um horário alternativo. Em um horário diferente, dos que estão e fazem parte do grupo. Então mediante isso eu vou cumprir. Até porque eu tenho um contrato com o clube e deve ser dessa forma. Como a gente é responsável e profissional, a gente tem que cumprir as normas que o clube determina para a gente.

É a primeira vez que você vivencia isso na carreira?

 - É a primeira vez. Uma outra vez semelhante, mas lá nos primórdios. Antes de eu vir para o Atlético, até no Fortaleza. O Fortaleza colocou alguns jogadores para treinarem separado, mas depois me reintegrou novamente. E de lá pra cá, eles tiveram isso comigo. Tinham prometido de não deixar isso nunca mais acontecer. E infelizmente, não por culpa minha e sim por alguns outros fatores. E aconteceu de novo. É como eu falei: Mas uma pedra, um obstáculo na minha vida, que eu tenho que conseguir forças para tirar essa pedra e dar sequência no caminho.

Você nesse momento, não por ter saído, mas mesmo estando no Goiás. Admite que deu um passo errado ao sair do Atlético e ir para o Goiás?

 - Olha, na verdade não é passo errado. Assim, a vida é feita de escolhas. E a gente tem que tomar algumas escolhas na vida. No momento em que eu pedi o meu desligamento no Atlético, e é o clube que eu vou ter no meu coração sempre. Todo mundo sabe disso. Mas, naquele momento, eu achei que era o momento ideal de sair. Eu não pedi para sair do Atlético e ir para o Goiás. O Goiás me procurou depois. Então, aquele momento, a decisão de sair do Atlético, naquele momento eu achei que era ideal. Que era o melhor para mim e pro clube.

Como que é a relação entre vocês goleiros, neste momento?

 - No início não foi das relações mais harmoniosas, porém não tínhamos problemas graves que interferiam no time. O Renan sempre teve uma postura muito profissional comigo, sempre foi um cara superpositivo e com o tempo, a gente começou a conviver mais, conversar mais e compactuar de algumas ideias. Nós entendemos a nossa situação, e nos colocamos a disposição a qualquer que seja o fator. A forma que eu tenho a ajudar, é em um treinamento de finalização e eu dificultar o máximo para nossos atacantes fazerem o gol. Eu não nasci para ser titular sempre e nem reserva sempre. Só que no momento eu sou um reserva, um terceiro, um quartou ou um quinto, que posso ajudar.

Você se sente humilhado em treinar à parte?

 - Não. Eu entendo que não é bom. Eu realmente estou muito magoado, minha família sente muito isso, mas eu sei que futebol, infelizmente é assim.

 Você entende que isso caracteriza constrangimento para você?

 - Eu nunca passei por essa situação. Eu preciso vivenciá-la um pouco para depois dizer se eu realmente eu estou constrangido com a situação ou não. Eu tenho que entender, que isso está dentro de um pacote. Infelizmente, dentro de um pacote ruim do nosso país. Porque se tem um planejamento inicial e ele é cumprido. Isso não acontece.

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