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(Imagem: Reprodução/GEC)
marcelo rangel rosiron gec
Marcelo Rangel Rosa é um dos 14 jogadores contratados pelo Goiás para a disputa da temporada de 2017. Ele estourou para o futebol brasileiro nos últimos anos, mas sua carreira começou ainda jovem com a camisa do PSTC, uma equipe paranaense que tem no currículo a formação de atletas como Kléberson, campeão mundial com o Brasil em 2002; Jadson, recente contratação do Corinthians; Dagoberto, bicampeão brasileiro pelo São Paulo e Cruzeiro; e o volante Fernandinho, uma das peças de Pep Guardiola, no Manchester City.

Foi lá que Rangel chamou atenção do Cianorte-PR, clube que se profissionalizou, na sequência defenderia por seis temporadas e conquistou seus primeiros títulos como jogador de futebol. Após as boas atuações no Leão do Vale, o arqueiro teve a oportunidade de acertar com a Chapecoense em 2010, retornou ao Cianorte, onde seguiu com a conquista de canecos, mas quatro anos depois despertou o interesse do Londrina, onde se destacou em 2016 ao ser o goleiro menos vazado do Campeonato Paranaense e da Série B do Brasileirão.

Casado há pouco mais de um ano, Rangel não esconde o amor pela família, que sempre foi a base do arqueiro. Se hoje ele veste a camisa 1 do Goiás, isso se deu recusa de propostas de equipes como Coritiba, Fortaleza, CRB e Audax-SP, mas também pela luta e apoio dos pais e irmã na realização de um sonho (ser goleiro), que começou na infância, ainda nos campos de futebol amador na cidade de Rondon, no interior do Paraná.

O jogador recebeu o repórter André Rodrigues, da Rádio 730, e mostrou-se tranquilo para falar do passado, do presente, das objetivos em relação ao futuro. Sua relação com seus familiares. Revelou como foi o acerto com o Goiás, a gratidão pelas equipes que já defendeu e muito mais. 

Confira abaixo os principais trechos da entrevista:

Acerto com o Alviverde

- Lembro que eu estava praticamente fechado com o Novo Horizontino, de São Paulo, e faltando dois dias para eu viajar, o Harlei (Menezes) me ligou perguntando da minha situação. Ele foi bem direto comigo ao questionar se eu tinha o interesse de jogar pelo Goiás, não hesitei e confirmei que sim. O Harlei explicou que depois disso procurou meu empresário e o Novo Horizontino para buscar uma solução. E acabou que deu tudo certo, estou muito feliz. É uma realização de um sonho, estou sendo bem acolhido pelo clube e torcida. Isso me motiva muito para trabalhar.

Metas de 2017

- Ajudar o Goiás na busca pelos seus objetivos. Dentro do Campeonato Goiano, da Copa do Brasil e se Deus quiser voltar para a Série A, que pela grandeza que vi aqui, não é equipe para ficar na segunda divisão. Nós, não só eu, estamos nos apoiando para realizar tudo isso.

Surgimento do futebol

- Jogo desde criança, meu pai sempre jogava contra times amadores em Rondon-PR e eu estava junto com ele. Na época, eu já ia sempre para o gol. Depois que mudamos do interior, tive o interesse de buscar uma escolinha de futebol e comecei a tomar gosto pela coisa. No meu primeiro campeonato, chegamos em uma final contra o PSTC, de Londrina, que na base é muito forte no Paraná, revelou jogadores como Kléberson, Dagoberto, Jadson e o Fernandinho. Tive a oportunidade de jogar com muitos deles pela pouca diferença de idade.

Por que goleiro?

- Minha mãe me conta que nas Copas do Mundo ela gostava de acompanhar os goleiros. Ela comenta que achava legal ver o jogador com camisa diferente, luvas e acho que Deus me deu esse dom e desde criança sonhei em atuar nessa posição, quando vi eu já estava jogando campeonatos importantes.

Principais motivações

- Minha família, que hoje está em Rolândia, no Paraná, sempre me incentivou. Meu pai, mesmo sem tantas condições, comprava luva e chuteira pra mim. Ele sempre batalhou para me dar as melhores condições, acreditou em mim e realmente deu tudo certo. Muitas pessoas olham, mas nem sempre sabem das dificuldades que encontramos (jogadores) na base. Existem pessoas que acreditam que jogadores de futebol tem uma vida de mil maravilhas, que o cara ganha um montante, tem carrão e casa para morar. Pode até chegar nesse status, mas até chegar lá as dificuldades e a cobrança são grandes. Temos que dar nosso melhor todos os dias, estar sempre bem. Ninguém quer saber se você está com problemas fora de campo e realmente é isso, fico feliz pela família me dar esse apoio até hoje.

Os dois lados da moeda

- O momento mais feliz que presenciei no futebol foi, depois de um grande ano (2016), receber uma proposta de uma equipe do porte como é o Goiás. Creio que vou ter muitos outros momentos felizes na minha carreira. Já o momento mais triste aconteceu em 2011, quando eu defendia o Cianorte sofri uma lesão grave no joelho e fiquei um ano parado. Naquele momento achei que nunca mais iria jogar futebol, mas ao longo do tempo as coisas se acertaram.

O Tubarão

- Tive uma passagem vitoriosa pelo Londrina, quase dois anos e meio. Foram dois títulos do interior, um paranaense, dois acessos e creio que no ano passado, onde joguei 54 de 55 partidas do clube, foi uma temporada fantástica. Acabei sendo o goleiro menos vazado do Estadual e da Série B, o que abriu uma porta grande que é o Goiás hoje.

O sonho chamado Goiás

- Estou realizando meu sonho de estar em um clube grande, mas hoje meu sonho é colocar o Goiás na Série A e poder jogar à elite. Já participei de jogos de todas as divisões, menos a primeira. Quero ter uma sequência aqui para poder jogar, com a camisa do Goiás, a Série A.

Uma história legal

- Todos os dias no futebol acontece alguma coisa diferente. Lembro de uma situação, que não ocorreu comigo. Um treinador, no Londrina, tinha a rotina de fazer uma roda antes dos jogos e sempre um jogador tinha que contar sua história. Um zagueiro amigo meu, até jogou aqui em Goiás, falou que teve um jogo que ele participou, tava pegando fogo e no final saiu um pênalti. O atacante do time pegou a bola e falou que ia bater, o técnico argumentou que não deveria e ele (atacante) bateu para fora. No outro dia, no treino, o treinador chamou todos os jogadores e mostrou como se bate um pênalti. Ele (técnico) colocou a bola na marca, bateu e a bola foi para fora. Aí ele virou e falou direcionado ao atacante ‘esse é o seu, agora vou bater o meu’.

O clássico

- Todo clássico é uma motivação a mais, a seriedade de vencer é grande. Comigo não é diferente, vamos entrar em campo buscando a vitória, dar o máximo. É um clássico, existe a rivalidade, mas independente do adversários nós vamos lutar pelos três pontos sempre.

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