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Imagem: Reprodução / TV Anhanguera
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A estrela de Michael brilhou mais uma vez. O jovem jogador marcou três vezes contra o Vila Nova na goleada do Goianésia por 5 a 1. Por muito tempo, Michael jogou na várzea e chegou a atuar nas categorias de base do Goiânia. Chegou ao Goianésia antes do Goianão sem receber salário fixo, apenas por uma oportunidade de jogar a primeira divisão do Campeonato Goiano. Ao fim da partida, Michael conversou com o repórter Juliano Moreira, da Rádio 730.

“O jogo não foi fácil. Mas, com a união que tenho com meus companheiros, conseguimos deixar o jogo fácil. Todos colocaram o coração na ponta da chuteira, tiveram vontade de ganhar e Deus abençoou esse feito”, afirma.

Quando contratado pelo Goianésia, Michael chegou sem ter um salário fixo estipulado.  “Eu confio em mim, mas confio em uma pessoa que é muito melhor que eu, que é Deus. Todo dia ele me protege, me dá forças para conseguir meus objetivos. Quando eu vim para cá, eu vim pela oportunidade, porque Deus estava comigo”, conta.

Se Michael brilhou contra o Vila Nova, seu companheiro de ataque não pode ser esquecido. Nonato marcou duas vezes e deu uma assistência para Michael. O jovem jogador falou sobre atuar ao lado do artilheiro dos últimos três campeonatos goianos.

“Ele me dá muitas dicas e muitos puxões de orelha, porque sou teimoso. Mas jogar ao lado dele é muito bom, é um cara que está me ajudando muito. Às vezes eu levo algumas coisas na brincadeira, ele vem e puxa minha orelha. Estou crescendo muito com ele ao meu lado”, afirma.

O treinador do Goianésia, Jorge Saran, entrou na conversa com o jogador e contou algumas histórias sobre o jovem Michael. O técnico revelou o papo que teve com o atacante após um treinamento e também antes do jogo. Ao contrário do jogador, Jorge revelou que o atleta teve outras propostas, mas contou o motivo do Michael escolher o Goianésia.

“Teve um dia da semana que estava chovendo e eu fiquei dando volta no campo com ele. Só nós dois! Fiquei falando da minha vida para ele, das besteiras que fiz quando jogava e por quê eu não cheguei e não ganhei dinheiro. Antes do jogo eu o chamei. Estava nós dois, o João Pedro (diretor) e o Gelol. Eu falei: ‘você não quer jogar? É só falar que você fica de fora’. Ele estava nervoso, mas falou que queria jogar. Isso (a provável proposta do Goiás) mexe com a cabeça do menino, mesmo ele falando que não”, conta Saran.

O técnico Jorge Saran ainda pontuou. “Ele fez um investimento grande nele, mas vai ter muito retorno. É um menino de Deus! Um cara que tem uma moral muito grande perante o grupo. Ele se abre com a gente, conta da vida dele. Teve proposta do Cuiabá e do Brasiliense, mas não foi porque quis vir para o Goianésia. Sabia que a situação não estava legal mas, mesmo assim, queria jogar. Se você perguntar para ele, vai preferir ficar em um time menor”, diz Saran.

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