Atlético Goianiensebrasao-goias-3Vila Nova
appleandroidtwitterfacebookyoutubeinsta-bordaemail

Foto: Assessoria ACG
marcelo cabo assessoria acg
Após a derrota para o Bahia por 3 a 0, na Arena Fonte Nova, em Salvador, pela 4ª rodada do Brasileirão, Marcelo Cabo entregou o cargo de treinador do Atlético. Marcelo estava no comando do Dragão há 13 meses e ajudou o clube a conquistar o maior título dos 80 anos de história: o Campeonato Brasileiro da Série B. Cabo assumiu o time em maio do ano passado e já estava no comando quando a equipe iniciou a segundona. Em campanha surpreendente, liderou um elenco considerado fraco a superar receitas bem maiores (como Vasco e Bahia) e faturar o título e o acesso para a Série A de forma antecipada.

Com o fim da Série B 2016, o Atlético perdeu grande parte do elenco que ajudou na grandiosa campanha. Para o Campeonato Goiano, a diretoria rubro-negra buscou reforços pontuais, mas não conseguiu encontrar uma base sólida e foi o 4ª colocado no estadual. Para a Série A, o diretor de futebol Adson Batista teve que ir atrás de mais reforços, mas mesmo assim o time não conseguiu se encaixar e conquistar resultados. O Atlético não venceu nenhuma das 4 rodadas, é o lanterna da Série A com nenhum ponto conquistado, 11 gols sofridos e apenas um marcado. Marcelo Cabo deixa o time com o aproveitamento de 55,5%: foram 60 jogos, 28 vitórias, 16 derrotas e 16 empates.

Confira abaixo a última entrevista do treinador pelo Atlético:

Como você deixa o Atlético?

- É um momento que não é fácil, aqui ficou sendo minha casa nos últimos 13 meses, foi a cidade que escolhi para a minha família morar e deixar um ciclo assim é complicado, difícil. Como sempre ressaltei, um profissional tem que estar preparado para chegar e sair. E o mais importante: estou saindo pela porta que entrei. Estou fazendo esta última coletiva, mas lembro da minha primeira, dia em que o Adson me apresentou. Eu fico feliz em entrar para a história do Atlético, este é o meu maior troféu, eu e meus companheiros ajudamos na conquista do maior título da história do clube. Isso vai estar na sala da minha casa com muita alegria, satisfação e só recordações boas daqui.

- A pressão por bons resultados foi o que te levou a entregar o cargo?

Sei que fiz um bom trabalho dentro do Atlético, a diretoria também reconhece, mas apenas isso não basta. O bom trabalho tem que caminha junto com resultados, essa é a cultura do futebol brasileiro. Agradeço demais a paciência do Adson, o equilíbrio e o companheirismo com meu trabalho. Não fomos bem no Goianão, não começamos bem o Brasileiro, houve muita especulação com minha saída, mas ele foi firme, foi homem comigo, sempre falava e deixava clara a situação. Ele não queria me tirar, mas conversamos e chegamos ao comum acordo que era o melhor para o momento.

A postura da equipe diante do Bahia foi o que mais pesou para sua decisão?

- O time vinha numa crescente, tínhamos a expectativa da vitória chegar o mais rápido possível. Depois da atuação contra o Bahia fiz uma reunião muito equilibrada e pontuando cada coisa que poderia acontecer. A minha decisão não foi pensando no Marcelo Cabo, eu tenho um bom salário aqui, em dia e poderia ter ficado um pouco mais, mas meu primeiro pensamento foi na instituição.  Percebi que uma troca neste momento poderia trazer mais ao clube do que a minha permanência. Precisamos ser grandes neste momento e saber quando interromper o círculo.

Você acredita que o atual elenco do Atlético consegue manter o time na Série A?

- Este foi o elenco que a possibilidade momentânea do Atlético deu para formar. O mercado é muito difícil, vejo o Adson trabalhando dia e noite sem parar, continua se movimentando para trazer reforços porque todos sabem que o clube precisa de mais jogadores. Vejo o trabalho árduo da diretoria atrás, eu aceitei a regra do jogo, ninguém me iludiu falando que seria de maneira diferente, mas quando vamos ao mercado a concorrência é grande e não estamos conseguindo trazer mais ninguém. Mas acredito no Adson e sei que vai encontrar o que falta para o time se firmar.

Você deixa as portas abertas para voltar um dia a comandar o Atlético?

- A minha admiração e respeito pelo Atlético e pela direção é enorme, com certeza voltarei.  Se um dia tiver oportunidade de voltar, voltarei com o maior carinho. Tenho muito respeito por tudo que vivi aqui nesta cidade. O melhor momento da minha carreira vivi aqui no Atlético durante esses 13 meses.

Ouça a 730
apple android
(62) 98400-1757