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Foto: Arthur Magalhães / Portal 730
adson batista arthur magalhaes
Atlético e Iporá empataram por 0 a 0 na noite desta quinta-feira (23), em partida válida pela abertura da 2ª rodada do 2º turno do Goianão, disputada no estádio Olímpico. O jogo foi ruim e o resultado não agradou nenhuma das partes. Após o melancólico empate, o vice-presidente e também diretor de futebol do Atlético, Adson Batista, não poupou reclamações.

“Na minha função, tenho que ter muito equilíbrio e saber administrar esses momentos. Mas o torcedor esta coberto de razão! Eu vi um time totalmente abaixo. A bola parecia que estava ‘pegando fogo’ no pé dos jogadores. Uma desorganização, uma bagunça! Só vi o Iporá jogar! Eles mereceram ganhar o jogo! Jogaram melhor, com vontade, com disposição. Time arrumadinho, bem posicionado e o nosso uma bagunça, todo mundo se escondendo na marcação, com medo de jogar”, afirma.

Apesar de elogiar o jovem time do Ipora, o dirigente ironizou ao criticar os jogadores atleticanos. “Quem tem medo de jogar, com todo o respeito, contra o Iporá, vai jogar contra quem? Hoje teve um jogador que ‘salvou’: o goleiro (Kléver). O resto me deixou totalmente com uma pulga atrás da orelha”, diz.

O Atlético teve um início de ano muito contestado por não ter vencido seus amistosos de pré-temporada. Na sequência, após a bola rolar no Goianão, o rubro-negro perdeu dois clássicos. Por fim, um alívio. No terceiro duelo com um rival da capital, o time conseguiu a sonhada vitória, feita diante do Vila Nova. Porém, tudo não passou de um jogo. Contra o Iporá o time foi totalmente desorganizado. Após cobrar a presença da torcida nas partidas, Adson parabenizou aos torcedores que assistiram a uma partida de “nível técnico baixíssimo”.

“Tenho que saber das nossas limitações. Mas tenho certeza que o Atlético vai arrumar o time. Não é a primeira vez que isso acontece. Sabemos das dificuldades que é montar uma nova equipe, mas vamos nos organizar. Agradeço aos torcedores que estiveram aqui (no Olímpico) hoje. Eles viram uma partida com um nível técnico baixíssimo e isso é ruim porque não atraímos a torcida dessa maneira. Hoje fiquei preocupado, já que não tinha visto o time tão desorganizado. É um jogo para se esquecer”.

No vestiário, durante o intervalo da partida, o técnico Marcelo Cabo cobrou bastante dos jogadores e chegou a falar que “faltou vergonha” para a equipe da capital goiana. Ao ser questionado sobre essa declaração, Adson disse que, para ele, a segunda etapa foi ainda pior. O dirigente admitiu que o nível técnico que foi apresentado não é de uma equipe que irá disputar a primeira divisão do Campeonato Brasileiro.

“Acho que o segundo tempo foi ainda pior. Agora vai faltar o que? Cabe a nós saber que todos temos falhas e nós precisamos assumir elas. Não apenas os jogadores, mas todo mundo. Hoje foi um dia para esquecer! Porque o nível que apresentamos hoje, não é nível de time de Série A nem na próxima encarnação”, conta.

Adson também “ameaçou” alguns atletas ao deixar bem claro que existem jogadores que não estão em condições de atuar pela equipe. O dirigente também revelou que apostou em alguns nomes, mas que às vezes os atletas “enganam” e que só se conhece a verdadeira qualidade no dia a dia.

“É evidente que tem jogadores que não tem a mínima condição de continuar. Você conhece jogador é no dia a dia, quando você trabalha com ele. Tem jogador que engana e você precisa de um plano B, e nós vamos buscar alternativas”, dispara.

Porém, Adson negou qualquer dispensa durante o feriado de Carnaval. Uma das razões seria o curto elenco à disposição de Marcelo Cabo, que precisou recorrer a alguns meninos da base, como foi o caso de João Vitor, que entrou durante a segunda etapa. Agora o Atlético se prepara para viajar até Itumbiara, no próximo dia 5 de março, onde enfrenta o time da cidade.

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