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(Foto: Arthur Magalhães/Portal730)
marcelo cabo adson batista nath
Um encontro de quase uma hora realizado no início da tarde da última quarta-feira (18) na sede do Atlético-GO teve como resultado a “absolvição” do técnico Marcelo Cabo, após sumiço de quase 40 horas. Ele permanece à frente do clube rubro-negro após uma conversa franca realizada entre o treinador com o staff atleticano. O diretor de futebol e vice-presidente Adson Batista fez o pronunciamento onde explicou os motivos da decisão. Hoje, foi a vez do comandante do Atlético-GO se pronunciar sobre o assunto.

Confira:

“Bom dia a todos, quero iniciar meu pronunciamento como forma de agradecimento à diretoria do Atlético-GO, à imprensa, à torcida pela preocupação com minha pessoa. É evidente que aconteceu um problema de ordem particular. Mas já tive uma conversa com à diretoria e nós nos entendemos. Eu permaneço muito forte no comando do Atlético-GO. Agora é seguir em frente, tocar meu trabalho, pensando em dar continuidade ao que tem sido realizado aqui. Será um ano de novas conquistas e muito bom para nós. Sobre minha vida particular, ela pertence a mim. É claro que a gente fica chateado com algumas especulações, vão ter coisas que vão falar que não tem fundamento, mas isso vai acontecer e eu estou preparado”, declarou Marcelo Cabo.

A carreira

Marcelo Cabo iniciou sua carreira de ‘professor’ no Bangu, em 2004. Durante quatro anos foi auxiliar do técnico Marcos Paquetá na Arábia Saudita e também comandou uma equipe nos Emirados Árabes. Ele foi auxiliar técnico de Jorginho e observador de Dunga, durante a primeira passagem do treinador pela seleção brasileira.

Ao Atlético-GO, Cabo chegou em 2016, cerca de uma semana antes do início da Série B do Campeonato Brasileiro, que no final da temporada foi celebrada com a conquista do inédito título. Foram 38 jogos, com 22 vitórias, dez empates e seis derrotas.

O desaparecimento

O “caso Marcelo Cabo” tornou-se uma das principais pautas dos veículos de comunicação de todo o Brasil na última segunda-feira, dia 16, quando o treinador foi dado como desaparecido, notícia divulgada em primeira mão pela Rádio 730. No mesmo dia a diretoria rubro-negro acionou a Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) para registrar a ocorrência, quando Cabo já estava desaparecido há várias horas.

Após o empate com o Gama-DF, em amistoso realizado no sábado (14), o treinador participou de uma confraternização com amigos e tinha sido visto pela última vez na madrugada de domingo, o que foi confirmado pelas imagens do circuito de segurança do prédio onde mora, localizado no setor Jardim Goiás, em Goiânia.

Enquanto a tensão rondava a sede do clube e as pessoas ligadas ao técnico, Marcelo Cabo, quando já era dado como desaparecido, foi visto novamente em uma rápida aparição no seu apartamento. Mas na sequência deixou o local e só foi encontrado à noite. Em coletiva realizada no dia seguinte da ocorrência, a Polícia Militar de Goiás realizou coletiva de imprensa onde apresentou como foi a operação para encontrar o treinador, que estava em um motel de Aparecida de Goiânia.

“Sem condições” de conversar, Marcelo Cabo foi liberado dos treinamentos para descansar antes de se reunir com a diretoria rubro-negra. Apesar da enorme repercussão negativa, o Dragão manteve seu planejamento visando a temporada 2017 e decidiu manter o técnico à frente da equipe campeã brasileira da Série B.

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