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Sagres A Caminho da Copa

Porque os times goianos tem levado cada vez menos públicos em seus jogos? Essa pergunta você ouve nos bares, padarias, hoteis, velórios, casamento, rádios, tvs e em todos os lugares. Mas ninguém sabe a resposta.

Claro que se fosse algo simples todos saberiam o motivo. Mas acontece que as razões são diversas e fica dificil resolver o problema.

E nossa gente não vai apenas aos jogos no campeonato estadual. No Brasileirão os times jogam diante de público tão pequeno que eu prefiro dizer que nessas partidas temos apenas testemunhas, e não torcida.

A violência tem sido um dos fatores que contribuem para afugentar as pessoas dos estádios. Penso até que é o principal. Mas levemos em consideração também a baixa qualidade técnica e a televisão transmitindo para a mesma práça. Lembremos também que o mundo mudou. As pessoas tem uma grande diversidade em opções de lazer. E agora, o que estamos vendo, são os estádios completamente vazios.

Tivemos até agora no Goianão três jogos em que as pessoas chamam de clássicos. Somando os publicos destas partidas, não temos nem 17 mil pagantes. Uma vergonha. Goiás e Vila Nova levaram em dois jogos menos de treze mil torcedores. Vila e Atlético menos de quatro mil almas. Triste.

O que fazer para levar gente nos jogos? Não sei. E você, leitor, sabe?

Se resolvesse a questão da violência, seria um começo. Mas não. Nossa cambada de políticos que poderiam elaborar leis mais rígidas contra os irracionais violentos, estão mais preocupados com seus vidões que levam as nossas custas.

Se melhorasse a qualidade das equipes, televisão sem transmissão para a praça e etc.. O torcedor voltaria? Difícil dizer.

Hoje os cantores sertanejos universitários levam multidão aos seus "shows". Os shoppings estão abarrotados de pessoas e ninguem está nem ai pra futebol. Vamos fazer figa para que Pabllo Vittar não venha ladrar aqui.

A crise no futebol é tão grande que está afetando até quem transmite esse esporte. As empresas estão enxugando seus quadros de funcionários ao limite extremo já que os patrocinadores também sumiram. Preferem investir na "Besta do Apocalipse" chamado Google do que em rádio, TV ou jornal.

A crise nos veículos de comunicação não é só em Goiás, mas no Brasil inteiro. Quantas esquipes esportivas de São Paulo e Rio de Janeiro simplesmente desapareceram do mapa nos últimos anos? Várias.

Existem muitos nomes consagrados da crônica esportiva no Brasil desempregados há muito tempo, simplesmente porque os veículos não conseguem mantê-los em seus quadros.

Com tudo isso quero dizer o seguinte: A crise no futebol atinge a todos. Clubes, veículos de comunicação, profissionais de imprensa e dirigentes. Todos estão na mesma aeronave. Se ela se espatifar, todos morrem. Vamos rezar ou trabalhar juntos para melhorar isso? Não ficarei na praça dando milho aos pombos.

Ouça a 730
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