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Foto: Arthur Magalhães / Portal 730
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No início da última semana, tivemos a triste notícia de que Marcelo Cabo deixaria o Atlético. Cabo era adorado por todos que o cercavam e por isso gerou uma grande comoção na sua saída. Há tempos não se via uma coletiva especial quando algum treinador deixa um clube. Conhecendo bem o Atlético, sei que Cabo um dia voltará a comandar o clube rubro-negro.

Mas de toda essa história, o que mais me marcou foi uma entrevista do diretor de futebol Adson Batista, logo após a derrota para o Bahia, por 3 a 0, na última segunda-feira (05), na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA). Na ocasião, Adson anunciou ao vivo a saída de Marcelo Cabo do comando do Atlético.

"O Marcelo me comunicou agora a pouco que não vê mais reação dos jogadores com o trabalho dele e acabou de entregar o cargo no vestiário. Me surpreendi com a decisão, estão todos de cabeça cheia, mas infelizmente preciso compreender. Os caras estão entregando, abaixando a cabeça, ele fez de tudo para mudar isso, reanimar o grupo, mas infelizmente essas coisas acontecem. Ele me chamou no canto e falou de toda a satisfação de trabalhar no Atlético, do carinho por todos e pelo clube. A culpa não é apenas dele, apostei em alguns jogadores que deram errado, sou homem para assumir isso", afirmou Adson à Rádio 730.

Após mais esta grande atitude - a de assumir seus erros publicamente logo após a quarta derrota consecutiva da equipe no Brasileirão -, me tornei ainda mais admirado na postura de Adson Batista como diretor de futebol. Mesmo em um momento tão adverso, Adson coloca sua cara a tapa e assumo suas responsabilidades, algo tão incomum no futebol goiano.

Lembranças de Harlei Menezes

Digo incomum por experiências próprias como produtor na Rádio 730. No dia 18 de outubro de 2015, após o Goiás perder quatro jogos consecutivos na Série A, o técnico Arthur Neto foi demitido ainda no vestiário da Vila Belmiro, onde o Goiás havia sido derrotado pelo Santos, por 3 a 1.

Após a notícia ser divulgada na 730, meu coordenador Charlie Pereira me designou a tarefa de entrar em contato com Harlei Menezes [assim como fizeram no caso de Adson Batista], para buscar explicações ao torcedor esmeraldino sobre a situação do Goiás. Vejam o que aconteceu...

Liguei para Harlei e ele logo atendeu. Eu disse: “Olá, Harlei! Aqui é Arthur Magalhães, da Rádio 730. Podemos...”. Harlei me cortou e logo disse: “Agora não, Arthur”. E desligou o telefone.

Dois meses depois, Harlei foi demitido após o rebaixamento do Goiás. Ficou um ano fora do esmeraldino, voltou no final de 2016 e entregou o cargo em março de 2017, após ter problemas com funcionários do clube.

Trazendo um pouco mais para a atualidade, nesta quarta-feira (07), o técnico Sérgio Soares, demitido do Goiás na última semana, concedeu entrevista à Rádio 730 detonando algumas atitudes do atual diretor de futebol do clube, Osmar Lucindo.

Perguntem se Osmar veio à público prestar esclarecimentos ao seu torcedor sobre as acusações que foram feitas? É claro que não! Os caras parecem estar “nem aí” para o que o torcedor pensa.

A diferença de um campeão

Adson dá uma aula de futebol. Fico imaginando se o Atlético tivesse o poderio financeiro do Goiás (que é umas 8x maior), o que Adson Batista faria...

No ano passado, o diretor montou um time que impressionou o Brasil. Se o Atlético tivesse conseguido manter o elenco, possivelmente não estaria em uma situação tão incômoda como está. Mas sabemos como é o futebol. Quando um time de médio/pequeno porte se destaca, o assédio de empresários rola solto. Todos atrás de uns $$ a mais.

Novo técnico

A priori, Adson Batista acerta mais uma vez. Agora com o Doriva, o Atlético pode buscar novos rumos nesta Série A. Experiente, o treinador chega com a difícil missão de remodelar um time que está fadado ao insucesso nesta competição. Desejo sorte ao novo treinador do Atlético!

Fracasso em 2017?

Neste ano, o Atlético não se deu bem no Goianão, mesmo com um nível de competição tão baixo. Na Copa do Brasil, acabou eliminado por um Flamengo que, após a precoce eliminação na Libertadores, estava diante de um “jogo da vida”. No Brasileirão vai de mal à pior.

Não sabemos qual coelho Adson tirará da cartola. Será apenas o Doriva ou tem mais surpresas vindo por aí? Assim é Adson Batista, um diretor campeão.

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