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Quem nunca ouviu a frase “o Goiânia voltou”? Vejo esta conversa vir à tona desde 2008, ano da reestreia do Galo na Divisão de Acesso. A partir de então, se passaram dez anos e o primeiro grande clube de Goiânia ainda não conseguiu se reestabelecer.

A ausência do Galo em grandes competições fez com que torcedores de outras equipes da capital passassem a simpatizar e até torcer por uma volta do antigo rival.

Torcida do Goiânia nas cadeiras do novo estádio Olímpico. (Foto: Arthur Magalhães)
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No último domingo (28), o alvinegro estreou no estadual com vitória sobre o Aparecida, por 2 a 1. O duelo disputado no estádio Olímpico teve um público de 932 pagantes e 1.188 presentes.

Um grande erro foi cometido pela direção do Goiânia, comandada por Arione José de Paula. Apenas uma catraca esteve disponível para o acesso de torcedores ao tradicional estádio da Av. Paranaíba, algo que ocasionou grandes filas.

Apesar do público baixo, fiquei surpreso ao presenciar a quantidade de pessoas fora do estádio minutos antes da partida. O motivo: o policiamento ainda não estava presente no local, o que atrasou a abertura do portão.

Segundo informações não confirmadas pela direção do clube, o Goiânia acabou “esquecendo” de solicitar a Polícia Militar um efetivo para o jogo, algo que beira o amadorismo.

Aglomeração na calçada do Olímpico. (Foto: Divulgação)
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Para finalizar, lembro os preços dos ingressos para este jogo da segundona do Goianão: R$30 a inteira e R$15 a meia.

Como uma correlação, na Série A, o Santos está cobrando a partir de R$10 para o duelo com o Botafogo, na próxima quarta-feira (07), no estádio Pacaembu.

Além dos preços salgados, os ingressos foram comercializados em bilheterias apenas no dia do jogo. Nos dias anteriores, os bilhetes só eram encontrados de forma online em um site de vendas.

Com a média de idade da torcida do Goiânia um tanto elevada, é uma atitude um tanto irrisória da direção do Galo, não é? Rsrsrs...

Uma sugestão

Assim que o jogo de domingo terminou, procurei o presidente Arione de Paula e sugeri um modelo de vendas para o Galo. Como torcedores de outros clubes estão interessados em assistir jogos do Goiânia, o clube poderia criar uma ação de marketing para explorar esta demanda para angariar recursos.

Filas na entrada do Olímpico. (Foto: Divulgação)
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Que tal colocar a venda antecipada de ingressos nos estádios Antônio Accioly, Onésio Brasileiro Alvarenga, Serrinha e Olímpico? Uma simples ligação para os presidentes dos clubes viabilizaria a venda.

Com uma migalha de dinheiro destinado a quatro ou cinco funcionários em forma de diária, conseguiria manter profissionais para realizar a comercialização em território rubro-negro, colorado e esmeraldino.

Além disso, se os ingressos forem cobrados por um preço um pouco mais simbólicos, cerca de R$10, a chance de torcedores de outros times irem aos jogos do Galo é grande.

Mensagem direta

A direção do Goiânia: é uma alternativa válida e não custa nada tentar.

Ao torcedor: não se anime, por que provavelmente esta sugestão não será levada em conta e tudo deve continuar como está. Infelizmente.

O vai e vem do Galo no Goianão

Em 1998, o Goiânia foi campeão da segundona. Em 2003, junto do Atlético, acabou rebaixado. No ano seguinte, por uma desistência do classificado Novo Horizonte, teve a chance de novamente disputar a primeira. Em 2005, um novo rebaixamento.

Em 2006 foi campeão da Divisão de Acesso. Em 2007, nem precisa falar. A partir de então o clube alvinegro não conseguiu se reintegrar a elite estadual.

Em 2014 quase foi rebaixado à terceira divisão. Por um ponto (sim, apenas por um ponto) o Galo conseguiu a permanência na segunda. No último ano, com um projeto amplamente divulgado na imprensa, que tinha Eduardo Machado na presidência, acabou fracassando na competição e não alcançando o êxito.

Agora, com Raimundo Queiroz, Gutemberg Veronez e outros mais, o tradicional Goiânia tenta o retorno à elite.

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