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Leia mais...A defesa da Aparecidense é a menos vazada do Goianão, ao lado da do Iporá, com apenas 12 gols sofridos. O Goiás sofreu cinco a mais que o Camaleão, o Vila três e o Atlético um. Sendo assim, a maioria dos jogadores que compõem as posições defensivas da minha seleção são do time da cidade de Aparecida de Goiânia.

No meio, os volantes Clécio (Aparecidense) [que marcou dois golaços na vitória sobre o Goiás, em plena Serrinha] e Felipe Baiano [que frequentemente realiza grandes atuações] foram destaques neste campeonato. Os meias Robert (Aparecidense) e Jorginho (Atlético), ambos com cinco gols, somaram muitos pontos para suas equipes.

No ataque, Gilmar (Itumbiara) e Léo Gamalho (Goiás) [que, inclusive, ficou fora por cinco partidas] estão desequilibrando. Gostaria de citar negativamente os jogadores Nonato (Goianésia), Frontini (Crac), Tozin (Aparecidense), Walter (até então no Goiás) e Júnior Viçosa (Atlético) [este até começou a realizar boas atuações na reta final], que no início do Goianão eram cotados à briga pela artilharia.

Aponto Zé Teodoro como o melhor técnico deste Goianão. O grande jejum de quatro jogos sem vitória no início da competição não foram suficientes para o experiente treinador perder o comando do grupo. Pelo contrário, a união e paciência que teve com os jogadores, aliada a uma rotina de treinamentos milimetricamente calculada, fizeram com que o time da Aparecidense chegasse à semifinal do estadual em primeiro no geral.

A Fera do Goianão, como não poderia ser diferente, é o grande Léo Gamalho, do Goiás. Reparem nas atuações de Léo: ele está sempre desmarcado. Dificilmente o verá gritando em campo ou perdendo o controle. A calma com os companheiros e sua frieza de matador fez com que o início de ano do Goiás não fosse um desastre total. A grande revelação, sem dúvidas, é o jovem atacante João Pedro, do Atlético. Com 18 anos, o atacante marcou quatro gols em suas três primeiras partidas.

Na arbitragem, acabei “colando” os votos do companheiro André Rodrigues, já que não acompanhei o desempenho dos nossos trios pari passu.

Minha Seleção do Goianão:

Goleiro: Cleriston (Iporá)
Lateral-direito: Rafael Cruz (Aparecidense)
Zagueiro: Mirita (Aparecidense)
Zagueiro: Robson (Aparecidense)
Lateral-esquerdo: Hélder (Aparecidense)
Volante: Clécio (Aparecidense)
Volante: Felipe Baiano (Anápolis)
Meia: Robert (Aparecidense)
Meia: Jorginho (Atlético)
Atacante: Léo Gamalho (Goiás)
Atacante: Gilmar (Itumbiara)

Técnico: Zé Teodoro (Aparecidense)

Árbitro: Eduardo Tomaz
Assistente: Bruno Pires
Assistente: Fabrício Vilarinho

Revelação: João Pedro (Atlético)

Fera do Goianão: Léo Gamalho (Goiás)

Como uma forma de celebração ao aniversário de 74 anos do Goiás Esporte Clube, decidi abrir o espaço do meu blog para a torcida esmeraldina demonstrar seu carinho com o maior clube da região Centro-Oeste. O esmeraldino João Paulo Tito escreveu um precioso texto contando a rica história da maior equipe da capital goiana. Confira!

Leia mais...“O Goiás Esporte Clube foi fundado no dia 06 de abril de 1943, em Goiânia. Obviamente, nem de longe se parecia com o time de hoje - em patrimônio, torcida ou títulos, isso todo mundo sabe. O que pouca gente sabe é que até o nome deveria ser diferente: "Palestra". Lino Barsi, idealizador e um dos fundadores do clube, paulista de São Joaquim da Barra, descendente de italianos, seguindo seu amor pela Itália e a tendência já inaugurada por Palmeiras e Cruzeiro - times que também se chamavam "Palestra" lá pelos idos da década de 40 - queria trazer a tradição para o cerrado goiano. Entretanto, foi barrado por um decreto de Getúlio Vargas que proibia estrangeirismos italianos, alemães e japoneses na língua portuguesa - obviamente preocupado com a conjuntura internacional da Segunda Guerra Mundial. E assim, atendendo a um pedido direto de Pedro Ludovico Teixeira, interventor nomeado pelo governo federal, Barsi batizou nosso querido alviverde de "Goiaz F.B.C.", dando projeção nacional a nosso Estado. A vitrine de Goiás, diriam os rivais alguns anos depois, em tom de desdém, já que representavam apenas bairros da capital.

Mas a precariedade de um início de carreira está longe do que sequer possamos imaginar. Dificuldades aos montes. As décadas iniciais de 40 e 50 não foram muito profícuas, e o primeiro título estadual apareceu apenas em 1966, depois de muita luta para deixar o amadorismo para trás. As vitórias só começaram a virar rotina a partir da década de 70. Foram 4 títulos estaduais e a primeira participação num Campeonato Brasileiro, em 1973, no qual o clube terminou em 13º colocado, inclusive com um empate histórico em 4x4 contra o Santos de Pelé, num Pacaembu lotado. Nada mal.

Leia mais...Devagar e sempre, subindo um degrau de cada vez, o Goiás ascendeu no futebol e bateu seus principais rivais regionais, lançando grandes ídolos (Tão Segurado, Lincoln, Matinha, Paghetti, Zé Teodoro, Baltazar, Túlio, Luvanor, Sílvio Criciúma, Araújo, Josué, Aloisio, Fernandão, Alex Dias, Dimba, Dill, Paulo Baier, Harlei, e muitos outros) e consolidando-se entre os mais tradicionais do Brasil. Foi o único time goiano a participar de uma Libertadores da América, e já em 2004 estreou internacionalmente também na Copa Sulamericana, chegando à final da competição em 2010.

Em resumo: o Goiás Esporte Clube conquistou 2 Campeonatos Brasileiros - série B (1999 e 2012), 3 Copas Centro-Oeste (2000, 2001 e 2002), 26 Campeonatos Goianos (inclusive um pentacampeonato, entre 1996 e 2000), 1 Torneio Granada Cup (2015), dentre inúmeros outros quadrangulares estaduais e torneios isolados. 4 artilheiros oficialmente consagrados no Campeonato Brasileiro (1989 com Túlio, 2000 com Dill, 2003 com Dimba e 2006 com Souza). Melhor ataque do Brasil em 2012, e segunda maior invencibilidade da História em casa, atrás apenas de Atlético-MG. 18o no Ranking da CBF. 30o no da Conmebol e 107o no Mundo, pela IFFHS.

Leia mais...Eu não sabia de nada disso quando tinha 10 anos de idade. "O que eu faço com esses números?", diria Humberto Gessinger. No dia 04/11/1995, quando percorri os anéis internos do Serra Dourada, subindo a rampa em direção às cadeiras de mãos dadas com meu pai, eu não tinha a menor ideia do que iria encontrar. Assim que saí pelo túnel e dei de cara com aquela enorme massa verde e branca do outro lado, agitando bandeiras e emanando cânticos, quase a ponto de explodir, vi pela primeira vez, arrepiado, algo que eu nunca havia visto na vida. Aquilo era o futebol de verdade, em sua expressão mais humana e passional. Eu não tinha nem ideia de que aquilo existia quando comemorava meus gols lá na rua de casa, jogando golzinho de chinela Rider.

O jogo era Goiás e Corinthians, segundo turno do Campeonato Brasileiro de 1995, um campeonato do qual não havia assistido a nenhum jogo. Futebol pra mim, até então, era arrancar o toco do dedo numa disputa de bola no asfalto. Sim, reconheço, talvez eu tenha começado tarde nas arquibancadas. Era meu primeiro contato, de verdade, com o Goiás, e dentro de campo éramos nós contra eles, os paulistas. O Corinthians começou ganhando, Magrão errou pênalti, mas a virada de placar no final garantiu uma primeira experiência fora do comum. Teve briga no final do jogo, e pela janela traseira do carro deu tempo de ver a chuva de pedras combatidas pela cavalaria da PM com cassetetes e balas de borracha. Cara, futebol não era para qualquer um. Porque futebol não acontece só dentro de campo.

Leia mais...A trajetória do Goiás Esporte Clube já estava rolando há 52 anos quando eu fui me juntar a ela, lá do alto do anonimato da arquibancada, naqueles tímidos 10 anos de idade. Não adianta xingar sozinho lá de cima. Ali, só existe o coletivo, o "nós" (foi engraçadíssimo quando, num jogo Bragantino x Goiás, já em 2012, lá no estádio do sanduíche de calabresa do Luciano do Valle, em Bragança Paulista, o Felipe Amorim escutou a gente xingando ele da arquibancada - que tinha só uns 5 esmeraldinos - e pediu desculpas. Eu juro!).

Como todo torcedor, inexperiente no início, aos poucos fui percebendo que, apesar da trajetória vitoriosa do Goiás, existiam muitos percalços. Muitos. Sempre. O gosto é amargo, mas o aprendizado fica. Foi assim na eliminação para o Paulo Nunes, no Campeonato Brasileiro de 1996. Foi assim nos rebaixamentos para a série B - os que acompanhei em 1998, 2010 e 2015; foi assim no gol que o Harlei tomou sentado, e no pênalti cobrado por Felipe, que eu ouvi ecoar na trave, na final da Copa Sulamericana, em 2010; foi assim em cada derrota burocrática sofrida de propósito, por motivos de bastidores. Em cada jogador ídolo em um ano, e traidor da pátria no ano seguinte (André Dias, Rodrigo, Goulart, Walter, para ficar com os mais recentes). Mas a História mostra que a camisa é maior do que quem a veste. Que o clube continua, apesar das manchas.

Leia mais...Aliás, no dia 12/12/1999, eu ouvi, pela primeira vez, a expressão "jogo de compadres". Felizmente, um compadrio que nos beneficiava, mas não beneficiava o espetáculo. Era a 6a e última rodada do quadrangular final do Campeonato Brasileiro - Série B, Goiás x Santa Cruz. O verde já contava com pontuação suficiente para subir campeão para a série A. Nenhum placar afetaria a classificação final. Se quisessem, os jogadores poderiam até marcar um churrasco para o mesmo dia, mesma hora, e assumir um luxuoso W.O. Fernandão já havia feito seu mítico gol de bicicleta rodadas antes (infelizmente, perdi), a festa já havia sido aproveitada de inúmeras maneiras. E aquele, um dos jogos mais burocráticos que o Goiás já fez. Edson Rodrigues já declarava no rádio: "É pra cumprir tabela". Mas eu estava lá, com meu pai, meu avô, meus irmãos. Assistimos um jogo horroroso, que ficou no 0x0 e deixou aquela sensação de perda de tempo. Mas também rolou uma das coisas mais bonitas que eu já vi, em toda a minha história com o Goiás Esporte Clube (inclusive considerando a virada histórica em cima do Palmeiras em 2010, no Pacaembu lotado - e calado - pela Sulamericana). Assim que o apito final ecoou, os foguetes estouraram e as palmas começaram, olhei para o lado e vi meu avô chorando, sacudindo uma bandeira verde.

Os números são importantes, claro! A estatística, os contratos, a gestão. Mas o Goiás Esporte Clube foi fundado há 74 anos por 33 torcedores que, antes de mais nada, deram início a um sentimento. E esse sentimento que veio impregnado no idealismo de Tão Segurado, na garra de Lincoln e de cada jogador que honrou a camisa verde e branco dentro de campo, permanece até hoje no coração dos mais de 1 milhão de torcedores esmeraldinos.

Talvez o clube não seja para sempre (apenas) o maior do centro-oeste. Talvez entre em declínio, talvez seja campeão continental. Os números mudam constantemente, não dá para confiar. Mas o que importa é que o Goiás Esporte Clube será, para sempre, meu avô chorando, hasteando orgulhoso uma bandeira verde e branca, do alto do anonimato de uma arquibancada.”

Por João Paulo Lopes Tito - Advogado e estudante de Cinema e Audiovisual.

Como uma forma de celebração do aniversário de 80 anos do Atlético Clube Goianiense, decidi abrir o espaço do meu blog para a torcida atleticana demonstrar seu carinho com o clube campineiro. O rubro-negro Paulo Winícius Maskote escreveu um belo texto contando a rica história da equipe mais antiga da capital goiana. Confira!

“Nesse dia 02 de abril o Atlético completa 80 anos, festejos e homenagens tomam conta do noticiário esportivo, afinal de contas estamos falando do clube mais antigo, do primeiro campeão do Estado. Porém essa história bonita ainda é pouco conhecida pela maioria dos torcedores goianos, o Dragão, campeão em todas as décadas, não tem uma sala de troféus, um museu, um espaço para exposição e celebração de suas façanhas, e para piorar está com seu estádio, no tradicional bairro de Campinas, sem atividades para o torcedor. É nesse contexto que chama a atenção, dentre tantas celebrações, a iniciativa de torcedores que clamam pela revitalização do Estádio Antônio Accioly e por uma atenção maior para a linda história rubro-negra.

A história do Atlético se confunde com a história de Goiânia, que foi fundada em 1933. O Atlético Clube Goianiense foi o primeiro clube a ser organizado na nova capital. Foi fundado em 1937.

Logo após, em 1938, foi fundado o Goiânia Esporte Clube, e em 1943, o Goiás Esporte Clube e o Vila Nova Futebol Clube.

Os fundadores do Dragão se dividiam entre torcedores do Clube de Regatas do Flamengo e do São Paulo Futebol Clube. Daí a origem da camisa atleticana, com listras vermelhas e pretas e com o brasão semelhante ao do time paulista. Isto porque o rádio na época era o maior meio de comunicação e as notícias vinham do eixo Rio-São Paulo.

Foram fundadores do Dragão: Nicanor Gordo, Alberto Alves Gordo, Afonso Gordo, Edson Hermano, João de Brito Guimarães, João Batista Gonçalves, Ondomar Sarti e Benjamim Roriz.

No início de sua trajetória o Atlético teve como grande rival o Goiânia. Como os dois primeiros times goianos, essa rivalidade e hegemonia se firmaram entre as décadas de 40 e 50. Só nas décadas de 60 e 70, o Goiás e o Vila Nova entraram no cenário das disputas.

O Atlético foi o primeiro time da capital a ter um estádio próprio, com o nome de Antônio Accioly, em homenagem a um dos maiores dirigentes de sua história.

Leia mais...Ainda na década de 40 o Atlético já fazia história, foi o primeiro clube goiano a revelar um grande jogador para o Futebol Nacional: Washington da Silva, o “Goiano”. Ele levou o Atlético a conquistar, de forma invicta, o primeiro campeonato goiano da história, o de 1944. O “Goiano” foi parar no Corinthians, tendo levado o time ao bicampeonato paulista no início da década de 50. Washington é considerado um dos maiores zagueiros da história do Corinthians, fazendo parte até hoje do Museu da Fama do time alvinegro, constando em sua galeria de ídolos.

Na década de 50 o Atlético conquista o campeonato goiano de forma invicta, em 1955 e 1957. Façanha que nenhum clube bateu até hoje, o Atlético é o maior campeão invicto da história do futebol goiano, com três conquistas: 1944,1955 e 1957.

Nessa mesma década o rubro-negro se torna o primeiro time goiano a vencer uma grande equipe brasileira, do eixo Rio-São Paulo, bate o time do São Paulo, do craque da seleção Zizinho, por 1x0 no Estádio Olímpico, em 1958.

Foi também o primeiro clube goiano a disputar uma partida internacional, em 1958, contra o Vila Rica do Paraguai, também no Estádio Olímpico.

Leia mais...O Atlético se destacou, desde sua fundação, por ser um time popular, com raízes comunitárias, time e torcida de trabalhadores e pequenos comerciantes, por isso recebeu o apelido pela imprensa da época de “O Clube do Povo’. Em contraposição ao perfil popular do Dragão Campineiro tínhamos, nas décadas de 40 e 50, o time do  Goiânia, que era o time de Pedro Ludovico Teixeira, político importante e que foi Governador de Goiás. É preciso lembrar que o futebol não era profissional, os jogadores não tinham salário para se dedicarem exclusivamente ao futebol, e nessa conjuntura muitos dos jogadores do Goiânia, além de jogadores, eram contratados como funcionários públicos (fantasmas), por isso o Galo ficou conhecido por ‘Time Chapa Branca’, porque foi muito beneficiado pelo Governo do Estado.

O Dragão inicia a década de 60 mantendo-se como o clube de maior torcida do Estado e em 1964 conquista o Campeonato Goiano.

O Atlético vai conseguir ainda as melhores colocações de um time goiano na Taça Brasil, em 1965 e 1968, sendo que em 1965, ficou em 10.º lugar e em 1968 ficou na 6.ª colocação, tendo perdido nessa ocasião apenas para o time do Cruzeiro, que tinha estrelas como Piaza, Tostão, jogadores estes que levaram o Brasil ao tri-campeonato mundial na década de 70. A Taça Brasil correspondia ao Campeonato Brasileiro da série A de hoje. Também nos anos 60 o rubro-negro revela o jogador Luizinho, que foi para o Vasco da Gama.

Há de se destacar que é nessa década que o Vila Nova começa a ganhar títulos, tendo conquistado então um tri campeonato goiano. O Vila é considerado por alguns como um time irmão do Atlético, por ser também clube de caráter popular e de bases comunitárias, todos os dois tem vínculos profundos com seus bairros. O dirigente atleticano Antonio Accioly chegou a ajudar também o Vila Nova. A grande rivalidade do futebol goiano na década de 1960 foi o embate entre o Dragão e o Tigrão.  Curioso que algum tempo depois, em 1986, houve um jogo amistoso entre intelectuais torcedores do Vila Nova e do Atlético Goianiense intitulado ‘Prosadores (Atletico) x Poetas (Vila Nova)’, no Serra Dourada, chamando a atenção para a semelhança e amizade entre esses dois times na história do futebol goiano, numa demonstração de resistência cultural e luta política contra os poderes constituídos da época.

Por outro lado o Goiânia e o Goiás tem histórias mais parecidas, são considerados times elitizados, já que sempre possuíram melhores relações com os Governos, e por isso, sempre com mais acesso a privilégios.

O Atlético inicia a década seguinte sendo campeão goiano, em 1970, tendo vencido na final o Vila Nova.

Leia mais...Em 1971, o Atlético conquista o primeiro título nacional da historia do futebol goiano: o Torneio da Integração Nacional, uma competição equivalente a um campeonato brasileiro da Série B à época. Neste torneio, o Atlético venceu o time da Ponte Preta, que havia sido vice-campeã paulista no ano anterior. Esse torneio envolveu 16 times de 10 estados diferentes. Os times que não estavam na série A em 1971, estavam neste torneio, que envolveu as cinco regiões do país, inclusive o Goiás e o Vila Nova.

Na época esse torneio correspondia ao título mais expressivo conquistado por um time goiano. Assim, o futebol brasileiro voltou os olhares para o futebol de nosso Estado.

Em 1973, a Revista Placar promoveu um concurso nacional para saber qual o clube mais querido de cada estado. Quem ganhou o concurso foi o Atlético, que ficou conhecido como o time mais querido de Goiás. É por isso que está estampado no ônibus do Atlético esse slogan: “O mais querido dos goianos”.

O Atlético estava em voga, por possuir a maior torcida goiana e por ter conquistado em 1971, o Torneio da Integração Nacional, era o time mais popular desde os anos 40 até aquele início dos anos 70. Porém, cruelmente, não foi convidado para jogar o Campeonato Brasileiro da série A em 1973. Na época a participação para o Campeonato Brasileiro não se dava por critérios técnicos, mas por convite, e por ter melhor relações políticas com os Governos da Ditadura Militar, e com a CBD-Confederação Brasileira de Desportos, o Goiás Esporte Cube foi convidado, o clube de menor torcida e com o menor número de títulos entre os clubes da capital. Esse episódio é determinante para o futuro do cenário esportivo local, o time do Goiás se fortalece então com alguns privilégios, tendo se tornado a vitrine do futebol goiano.

No fim dos anos 70 o Atlético revelou o jogador Gilberto, que foi ser campeão no Fluminense, e ainda uma das maiores revelações de sua história, o goleador Baltazar. Em 1978 Baltazar se torna o maior artilheiro da história do campeonato goiano. O chamado “Artilheiro de Deus” participou de todas as categorias de base do Atlético: desde o dente-de-leite até o profissional no Atlético Goianiense, até ser vendido para o Grêmio de Porto Alegre. Baltazar carrega marcas invejáveis, ainda está entre os 06 maiores artilheiros da historia do campeonato espanhol em uma única temporada, pelo Atlético de Madrid, ao lado de craques como Messi e Cristiano Ronaldo e é o maior artilheiro do Brasil em uma única edição da competição espanhola, na frente de Neymar, Ronaldo, Romario e Rivaldo.

Baltazar foi o jogador de nosso estado que mais se destacou no futebol brasileiro e mundial, sendo o único goiano a ser campeão com a seleção brasileira. Ganhou a Copa América de 1989, onde também marcou gol.

Na década de 70 é necessário destacar já a presença de um torcedor símbolo do Dragão, o ‘Respeita as Cores’, que era torneiro mecânico e fazia com sua capa e bumbo a festa nas arquibancadas.

O Atlético chega à década de 80 passando por um jejum de 14 anos sem conquistar nenhum campeonato, porém sagra-se campeão goiano em 1985 e 1988, nas duas oportunidades contra o Goiás.

É também na década de 80 que o Dragão Campineiro revela grandes jogadores de base como: Valdeir, também conhecido como ‘The flash’, que foi para o Botafogo, tendo sido vice-campeão brasileiro. Posteriormente Valdeir vai jogar com Zidane na França e levam o seu time ao primeiro lugar na Copa Intertoto da UEFA de 1995; Júlio César Imperador, que foi campeão brasileiro pelo time do Flamengo, fazendo gol na final em 1992; Marçal, zagueiro, que foi convocado diretamente pela Seleção Brasileira de Base. O Atlético continua com sua trajetória de ser um celeiro de craques.

Nos anos 90 o rubro-negro goiano conquista o campeonato Brasileiro da série C, de 1990, contra o América Mineiro, tornando-se o primeiro time goiano a ganhar um torneio organizado pela CBF. É também nesse período que revela grandes jogadores, como Lindomar e Romerito, que foram jogar no Corinthians e depois no exterior.

O Dragão inicia os anos 2000 com poucas alegrias. O time teve o artilheiro do campeonato goiano de 2002, Rubsen, e teve também a passagem do artilheiro Túlio Maravilha em 2003, onde ele fez seu gol número 600. Ainda nos anos 2000 quem se destaca, e é campeão pela base atleticana, é o jogador Dudu, que viria as ser o capitão da equipe do Palmeiras, campeã brasileira de 2016.  O Atlético vive nessa década um período de grandes dificuldades, mas há de se destacar que nunca “fechou as portas” como equivocadamente se ouve por aí. O Dragão Goiano nunca passou um ano sequer, desde sua fundação, sem disputar um campeonato oficial, mesmo em seus piores momentos.

Leia mais...O auge dos momentos sombrios do Atlético se dá quando dirigentes tentam vender o Estádio Antônio Accioly e entregar a área para um Shopping Center. Porém a torcida resiste, mantem o Estádio, e a partir daí o Dragão, com a força do torcedor e do bairro de Campinas, começa a pavimentar sua retomada para as Glórias.  O Estádio Antônio Accioly é reformado, ocorre o investimento em seu Centro de Concentração e Treinamento e o Dragão se apresenta cada vez mais forte.

De 2005 até os dias de hoje o Atlético não ficou sequer 2 anos sem ganhar um título. Conquistou quatro títulos Goianos: 2007, 2010, 2011 e 2014; dois títulos nacionais: Série C de 2008 e Série B de 2016, três acessos para divisões superiores, um 4º lugar na Copa do Brasil de 2010 e a disputa de um torneio internacional, a Copa Sul-americana de 2012. 

Leia mais...O Dragão começa o ano como o único representante goiano na elite do futebol nacional, ou seja, de 1937 a 2017 o Atlético no topo do futebol do Estado, um passado incomparável, de glórias, lutas e superações e um presente invejável. O melhor de ontem é também o melhor da atualidade. E é nessa hora, em que estamos no auge, onde o torcedor quer estar mais perto, é que não podemos esquecer-nos de valorizar nosso passado, os ídolos, dirigentes e torcedores que fizeram com que o Atlético chegasse nos dia de hoje com condições de ser tão grande. Agora que o Atlético tem um orçamento e visibilidade maior é a hora de chamar o torcedor, comerciantes, parceiros para reformar e revitalizar o Estádio Antônio Accioly. Vejamos o exemplo do Sport Recife, que mesmo na série A, podendo usar a Arena Pernambuco, não abre mão do calor da sua torcida na Ilha do Retiro, tal qual o Paysandu, que também manda alguns jogos na Curuzu. Clubes menores que o Atlético como Brasil de Pelotas e o América de Natal, tem investido em seus estádios com programas de sócio torcedor, venda antecipada de cadeiras cativas e camarotes. O ABC de Natal, menor que o Dragão, já tem sua arena. Enfim, a hora é essa, de valorizar nossa história, chamar o torcedor para perto. Em seus 80 anos de Glória o Atlético e seu torcedor merecem esse presente.”

Por Paulo Winícius Maskote - Mestre em História pela Universidade Federal de Goiás e Professor do Curso de História do IFG (Instituto Federal Tecnológico de Goiás). E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Leia mais...As quatro primeiras rodadas do Goianão dariam a Aparecidense um rumo trágico na competição. Foram dois empates (Goiás e Itumbiara), duas derrotas (Iporá e Vila Nova) e nenhuma vitória. Após o revés para o Vila, o técnico Zé Teodoro chegou a ter seu cargo ameaçado. A visível força de Zé sobre o elenco foi uma das causas de sua manutenção em seu cargo. O voto de confiança da direção foi incrivelmente aproveitado pelo comandante celeste.

1ª vitória: Aparecidense 3x1 Crac

Após este episódio, o time de Aparecida encararia o Crac, no Aníbal Batista de Toledo. Para a surpresa de todos, Zé optou por deixar o meia Elias, uma das principais contratações do clube, no banco de reservas. Com gols de Aleílson, Robert e Elias (que entrara no 2º tempo), a Aparecidense venceu o time de Catalão por 3 a 1 e iniciou uma sequência de vitórias histórica na competição.

2ª vitória: Goiás 1x2 Aparecidense

Após a primeira vitória, o Camaleão teria um difícil embate com o Goiás, que até então não havia estado na liderança do Goianão por nenhum momento sequer. Nem mesmo a sede de vitórias do esmeraldino que, inclusive, contou com o apoio de sua torcida, que lotou a Serrinha, amedrontou o time de Zé Teodoro. A cabeça de Clécio no primeiro tempo e o pé do mesmo no segundo fizeram com que a Aparecidense emplacasse a segunda vitória consecutiva, algo antes inimaginável.

Este resultado colocou um fim no tabu de 29 jogos e seis anos de invencibilidade do Goiás na Serrinha. Neste período, o esmeraldino recebeu a Aparecidense por cinco oportunidades. Foram quatro vitórias do alviverde e um empate. Sendo assim, uma vitória do Goiás seria algo relativamente normal.

3 ª vitória: Aparecidense 2x0 Itumbiara

Embalado por vencer o Goiás em solo esmeraldino, a Aparecidense recebeu o Itumbiara no Anibal Batista de Toledo. Robert balançou as redes por duas oportunidades e deu ao Camaleão a terceira vitória consecutiva na competição. Naquele momento, o time de Zé Teodoro assumia a liderança do Grupo B pela primeira vez. Nesta partida, o atacante Tozin ainda desperdiçou uma penalidade.

4 ª vitória: Crac 0x1 Aparecidense

Em busca da quarta vitória consecutiva, o time de Aparecida foi a Catalão enfrentar justamente a equipe que iniciou a sequência de bons resultados do Camaleão no estadual, o Crac. Foi um dos jogos mais difíceis da Aparecidense na competição. Com gol de Aleílson, a série de triunfos foi mantida.

5 ª vitória:  Aparecidense 1x0 Iporá

No 1º turno, o Iporá foi um dos dois clubes que derrotaram a Aparecidense. O placar foi de 1 a 0. Agora, no 2º, o resultado foi o mesmo, mas o vencedor foi diferente. Com gol de Aleílson, o Camaleão derrotou o time iporaense por 1 a 0, sagrando a quinta vitória consecutiva. Após a partida, jogadores, diretores e torcedores já falavam em classificação antecipada à semifinal.

6 ª vitória: Vila Nova 0x1 Aparecidense

Por fim, o adversário da vez foi o Vila Nova, que juntava os cacos da derrota para o Goianésia, por 5 a 1. Além do Iporá, o Tigre foi a outra equipe que venceu o Camaleão no 1º turno. A Aparecidense só precisou de uma bola para definir o jogo. Mirita saiu da zaga para ir ao ataque aproveitar escanteio cobrado por Murilo.

Não foi nada fácil, mas o time do técnico Zé Teodoro segurou a vitória até final, inclusive atuando com um jogador a menos durante boa parte do 2º tempo, já que o atacante Aleílson foi expulso pelo árbitro Bruno Rezende.

Com a vitória, a Aparecidense assumiu a liderança-geral do Goianão de forma provisória, já que aguardava a partida deste domingo entre Goiás e Anápolis. Se o esmeraldino vencesse a partida, tomaria a posição do Camaleão. Mas com o empate em 1 a 1, o time de Aparecida assumiu a liderança permanente da competição, com 20 pontos, ficando há dois pontos de diferença do clube esmeraldino.

Após os seis últimos jogos em que a equipe celeste venceu e convenceu, eu pergunto: quem conseguirá parar a Aparecidense?

Este é o primeiro blog multimídia do Portal 730. Aqui você pode escolher como quer conferir o conteúdo postado por Arthur Magalhães. Os formatos são baseados nos veículos "rádio" e "jornal".

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— O “professor” Zé Teodoro, como é chamado pelos seus comandados, está deixando muitos rostos felizes na Aparecidense. Dirigentes, auxiliares e jogadores estão pra lá de satisfeitos com a incrível recuperação do treinador até aqui! Zé promoveu muitas mudanças na equipe, algumas delas até foram inesperadas, como a saída do meia Elias do time titular.

Sabe aquele ditado “time que está ganhando não se mexe”? Pois é, algo que não está ao alcance do Professor. Na vitória sobre o Crac, a equipe até estava completa. Porém, para a partida contra o Goiás, Zé perdeu seus dois volantes. E venceu mesmo assim, mas com uma grande tensão pré-jogo. Agora, para o jogo contra o Itumbiara, continua com as duas baixas e ainda perde o zagueiro Thiago Carvalho, suspenso pelo acúmulo de cartões amarelos.

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Após um começo difícil em que o Azul e Branco tropeçou contra os chamados “times pequenos”, chegando a figurar-se na lanterna da competição, a "vaca que parecia ter ido para o brejo" foi "comer grama" junto ao Vila Nova, Goiás e Atlético no G-4 do Goianão. O próximo duelo, contra o Itumbiara, no próximo sábado, às 16 horas, no Anibal Batista de Toledo, poderá "coroar" o trabalho de Zé no Camaleão, que pode chegar a incrível marca de três vitórias seguidas na competição.

Por falar no Anibal, é um estádio que ainda não pode ser chamado de “aliado” da Aparecidense. Sem a presença das torcidas da capital, os jogos não recebem um público digno. Em campo, a Aparecidense também não conseguiu bons números. Até agora, realizou três jogos em casa: uma vitória, um empate e uma derrota, com 44,4% de aproveitamento.

Na boa, time que quer ir para a semifinal não pode ter uma campanha dessas em casa, né!? Depende!

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Se o aproveitamento em jogos fora de casa for bom, nada impede de perder em seus domínios um jogo ou outro. Porém, distante da segunda maior cidade do estado de Goiás, Aparecida de Goiânia, o Camelão teve o mesmo aproveitamento: 44,4%.

E agora?

Agora é tentar bater Itumbiara e Iporá “aqui” e o Crac “lá”. Estes são os nove pontos teoricamente mais fáceis do segundo turno. Dos seis tentos mais difíceis, que representam as partidas contra Goiás e Vila Nova, três já estão no papo. Alívio? Claro que sim! Ganhar pontos contra os grandes é sempre bom.

Mas para conseguir o diferencial, a Aparecidense terá que fazer o básico: somar pontos contra os pequeninos. Não querendo ser pessimista, mas apenas em tom de alerta, dos nove pontos disputados contra os chamados “clubes inferiores” no primeiro turno, o Camaleão conquistou apenas quatro. Novamente 44,4% de aproveitamento. Sim, este número já está enchendo o saco!

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